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Segunda-feira, 30 DE Abril DE 2007

Aventura com uma BTT sem mudanças. (single-speed).

Já há algum tempo pensava fazer uma maratona numa BTT single-speed, (SS). Tinha escolhido a maratona do encontro Luso Galaico em Esposende para tal objectivo. Finalmente chegou o dia desejado (22 ABR 2007) e aparentemente estava calmo.

 

Esposende estava debaixo de um nevoeiro intenso…

Cheguei cedo e vi o “lufa lufa” dos preparativos pela organização para receber as centenas de ciclistas no largo das piscinas.

Sabia que tinha a presença de mais três amigos com bicicletas SS para os90 km(Pedro “Indy” Ribeiro, Filipe “ET” Silva e Francisco “Tico” Rocha). Mas enquanto não os via sentia-me um pouco como a publicidade da Coca-Cola com Sardinhas… Fora do contexto… Naquele ambiente de bicicletas com mudanças (multi-speed)…

Embora me sentisse com confiança, tinha algumas reservas se o andamento 32x16 (prato da roda pedaleira à frente com 32 dentes, pinhão ou roda dentada atrás na roda com 16 dentes), seria o mais aconselhável, tendo em conta o andamento 32x18, mais leve no esforço a subir dos outros amigos, que entretanto chegaram.

Quatro SS, no meio de um evento provavelmente com oito centenas de ciclistas, deve ter sido até à altura a primeira vez onde houve a maior concentração de SS´s… Comentávamos os quatro esta particularidade e juntos tiramos a fotografia para futura história. Apreciamos o engenho de cada um na construção das nossas máquinas SS e como seria de prever foram curtas as conversas sobre este assunto, estávamos há muito tempo preparados para partir… Por conseguinte o tempo foi ocupado a tomar café na esplanada mais próxima e a apreciar as preocupações e trabalhos de verificação dos nossos colegas nas suas multi-speed com suspensões…

 

Finalmente a partida, uma enorme mas interessante e alegre confusão que eu quis registar com uma filmagem. Com esta acção sem saber perdi-me dos outros amigos de SS, arranquei sempre na dúvida se estavam para trás ou para a minha frente…

 

E assim eu, o Ferramentas, lá fui no meu ritmo com o limitador do andamento 32x16 a percorrer sem dificuldades os primeiros quilómetros planos com alguns engarrafamentos e paragens pelo meio.

Encontrei alguns amigos, apanhei um que estava com dificuldade para encher o pneu tubless, valeu a minha bomba, e na derivação para os 45km estive a falar um pouco com outro e a tirar fotografias. Acompanhei durante muito tempo um grupo composto com senhoras que apesar de poucas andam muito bem e faziam sempre muito barulho, por vezes ouviam-se bem longe as suas vozes alegres... :)

Passaram muitos no início por mim, mas a partir dos 45km era como quem “matava tordos”, era só eu que ultrapassava…

As maiores subidas eram feitas a pé, mas raro era ver o ciclista que as fizesse sentado na bicicleta, para mim foi até uma surpresa ultrapassar os meus companheiros, só explico isso por motivo de arrastar menos peso. As descidas mais rápidas com muita pedra foram para mim uma das dificuldades que originavam dores por motivo da ausência de suspensões, era um alívio quando terminavam. A SS progredia bem nas pequenas elevações, tentava fazer uma boa leitura do terreno para dar o lanço conveniente e fazer a próxima elevação sem grande esforço. Esta acção só era mesmo cortada quando encontrava companheiros lentos nessas pequenas subidas, obrigando-me neste caso a desmontar… Mas sempre sem problemas, já estava mesmo confiante que chegava ao fim e bem.

O meu ego aumentou quando na última dificuldade  (no controlo 4)  estava um grande grupo de betetistas, alguém observou e bem alto comentou...

-Eh, pá!!!... Um homem de single-speed!!!... Mas que loucura sim senhor...

-Isso é promessa? (perguntaram).

-Não, é mesmo gosto, (disse eu) e lá continuei sem parar atacando a descida... :)

Tirei 35 fotografias pelo caminho, estive ainda a ver um acidente estranho depois da descida de S.Gonçalo com uma suspensão, no braço esquerdo, a tampa cedeu e saltaram os "miolos" todos para fora, deve ter sido uma sorte não acertarem na cara do dono, que estava completamente triste, a suspensão estava morta.

E lá continuei a ultrapassar muitos companheiros na parte final, até amigos que andavam muito bem, mas tinham ficado sem forças nestes últimos quilómetros. Curti bastante a última parte do percurso, o single trak assim como os caminhos a passarem por aquelas pontes celtas no rio Neiva foi fabuloso.

Ir até quase à foz do rio Neiva, percorrer os caminhos por entre as dunas de areia ver os campos de produtos hortícolas, com o vento fresco do mar a dar-me pelas costas e saber que estava já no final foi também uma sensação boa de objectivo bem cumprido, com a natureza a presentear com a sua paisagem e os seus cheiros…

Na meta tive a surpresa da claque familiar a fazer bastante ruído e com o pessoal da organização a comentar com reconhecimento e a dar frases de parabéns por ter efectuado a maratona em SS, soube mesmo bem.

Acabei a maratona com um tempo de 7h45m.

Perante isto fiquei feliz e em estado de graça nos dias seguintes.

 

Só mesmo no final é que soube que os outros amigos de SS tinham ido para a frente acabando os três juntos com um tempo espectacular de 6h32m.

 

Conclusão:

Fiquei cliente, maratonas agora só de SS...  :)

 

Ver fotos em:http://fotos.sapo.pt/abrasar/gallery/

 

Quando me iniciei numa BTT SS, ver artigo AQUI.

publicado por Abrasar às 11:16
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Sexta-feira, 20 DE Abril DE 2007

O princípio do fim da publicidade, parte II.

Eu gosto de ver publicidade na televisão … na minha opinião a publicidade é uma arte de criatividade humana. Pessoas, artistas neste caso, por mim admirados e respeitados, pintam e cinzelam a arte de fazer convencer e conseguem a maioria das vezes enaltecer coisas fúteis em adoráveis e insubstituíveis produtos.

 

No lado inverso está para mim o desprezo pelo objectivo da frieza material economicista dos patrões das marcas. Na ânsia e sofreguidão de objectivos para mais e mais lucros, fazem completas asneiradas matando a arte da boa publicidade e provavelmente fazendo o inverso do esperado.

 

Passo a exemplificar a minha ideia com uma publicidade recente:

 

A Coca-cola com sardinhas?!?!?!?!

 

Sinceramente cabe na cabeça de alguém ligar as duas coisas?

 

Coitado do profissional que teve de trabalhar esta ideia, só podia dar uma coisa horrível como deu, só de ver fica-se logo enjoado.

Não concebo de maneira nenhuma acompanhar Coca-cola com peixe grelhado, marisco e fica ridículo personalizar sardinhas a namorarem uma garrafa de Coca-Cola, querem afinal convencer-nos de quê?

Provavelmente que depois de experimentar, é para nunca mais repetir e dar graças a Deus por haver cerveja, vinho tinto e branco fresquinho para acompanhar os petiscos.

 

São estas idiotices de cérebros iluminados que lixam tudo, digo eu. A firma da marca investe milhões na perspectiva e provavelmente convencida que vai ter mais lucro concorrendo para um mercado já ocupado. Mas com uma aberração destas acaba mas é por ter um efeito inverso. Depois fica em dificuldades económicas e lá vão mais uns trabalhadores para a rua com a desculpa de pouca produtividade …

 

Não seria muito melhor relacionar esta bebida como sendo boa para matar a sede a desportistas ou a estudantes nas suas festas que se aproximam (queima das fitas), em substituição da cerveja e do vinho, se era essa a ideia?

Pelo desporto falo da minha experiência, pois é nos momentos de grandes empenos de caixão à cova que a Coca-Cola bem fresquinha me anima a alma, levando-me rapidamente açúcar ao cérebro reanimando-me o moral e as forças para continuar em frente.

 

Agora atacar a sardinha e marisco com Coca-Cola?!!!!!

Oh… Santo deus, isto é um atentado ao nosso paladar…

publicado por Abrasar às 21:37
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Terça-feira, 17 DE Abril DE 2007

Escravidões da vida moderna.

Detesto fazer compras… Detesto escolher, já não tenho paciência e depois fico sempre com a sensação de pagar a mais por coisas supérfluas, como por exemplo por embalagens todas atractivas que acabam no aterro sanitário mais próximo, juntamente com o tempo perdido nessa coisa de comprar, que alguns nos querem convencer de ser um prazer…

Vejam um exemplo:

 

Vou ao supermercado fazer compras e começo por uma pasta de dentes. No meio de centenas delas há algumas marcas…

Qual delas levo?

Bem, igual à que usei este mês passado… Mas ao lado está uma em promoção!

Ok, levo essa da promoção. Mas, apesar da promoção é mais cara, porquê?! Olho com mais atenção, afinal tem mais quantidade de produto…

Mas outra embalagem logo ao lado está com o mesmo preço, será que tem a mesma quantidade? Dou quatro voltas à caixa e com dificuldade lá encontro a medida da quantidade, menos um bocado. Será que compensa? Esta diz que protege contra o tártaro, vou analisar pelo valor de preço-quantidade… Fico confuso… Afinal acho que mais importante que o tártaro é o flúor. Vou procurar antes uma com flúor.

Olha, afinal há muitas com flúor e branqueador!? Qual delas devo levar? A mais barata claro… Já com a caixa dentro do cesto lembro-me de ver a quantidade do produto… Afinal é mais barata, mas também leva menos quantidade de pasta de dentes… Ai, ai, ai…

Vou mas é comprar o arroz primeiro…  :(

 

É de loucos, não acham? Agora multipliquem este tempo perdido na escolha por uma dezena, duas dezenas ou mais produtos…? Num espaço fechado saturado de pessoas com luz e ar artificiais…? Ainda nos querem convencer que ter opção de escolha é uma qualidade de vida?

Vivam os produtos brancos digo eu, quero lá saber de marcas XPTO. Perder o menos tempo possível é o que eu quero, para ter mais tempo para jogar à bola com os meus amigos, nem que seja com uma bola de trapos, porque desta vida o que se leva de melhor é ter tempo, espaço e amigos para partilhar o gozo das nossas vidas.

 

Foto de Bruno Garrudo - StuckComeço a acreditar que os meninos da Polinésia que fazem surf nas suas belas praias com tábuas de madeira, ou com as cascas das arvores, despidos de todo o equipamento mais moderno, são bem mais felizes nestas suas brincadeiras do que os nossos com todas as modernas tecnologias das PlayStation.Foto de Bruno Garrudo - Stuck

 

E nós, todos vaidosos como pavões a mostrar as nossas máquinas limpinhas com os alumínios polidos a esforço de horas perdidas com “duraglit”, falando neste caso de bicicletas claro, seremos felizes?

Começo a convencer-me que não, porque passamos a escravos da máquina e quanto mais mecânica tiver e mais acessórios, maior será com certeza os seus caprichos.

Assim neste contexto despi-me já há algum tempo dos mais modernos caprichos no BTT, há muito que ando com uma BTT single-speed.

Este próximo Domingo, se tudo correr bem, vou estar presente com ela para participar na maratona em Esposende. É uma experiência que faço comigo mesmo para averiguar se me vou divertir menos do que os outros amigos com bicicletas XPTO … :)


Se sobreviver, prometo depois um relato da aventura.

Sei que nada disto está certo, não se preocupem é só um desabafo de uma minoria, eu...:)

publicado por Abrasar às 22:14
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Domingo, 08 DE Abril DE 2007

O maior paredão da Europa.

Resolvi hoje meter a minha colherada num assunto que nada percebo, afinal nos tempos que correm parece ser moda e já é comum todos criticarem a poda sem nada saberem de vindimas. Digamos que a nossa sociedade saiu de uma obscura "servobediência" e saltou para a época da "iluminância" onde todos são génios nas artes que não dominam. Ora sendo assim também me sinto no direito à minha quota de genialidade actual.

Por conseguinte venho por este meio comunicar com as elites deste País, para se deixarem de se esforçar de tão nobre e patriotica causa no desenvolvimento e autorização de meios civis com construções de edifícios de habitação, para proteger a nossa costa marítima.

Vista Atlântico.

Sim, eu sei ser muito difícil de perceber ao cidadão comum (como eu) que construir nas dunas de areia na primeira linha do mar é uma forma futura de proteger o litoral.

Percebi isso depois de ver e tirar as fotos que publico. Tive um rasgo de iluminância actual (raro no meu caso), e percebi a genialidade das nossas elites, difícil de atingir claro pela maioria do povo.

Não circule nas dunas. Construa só...

Passo a explicar:
Toda a gente já sabe que por motivo do aquecimento global, as águas do mar estão a subir, então numa espectacular visão futurologista as nossas visionárias elites autorizam as construções de habitação e outras, nas zonas mais sensíveis ao avanço do mar.

Futuros paredões.

O objectivo é simples, quando o mar avançar é barrado por essas construções, autênticos paredões, já não é preciso transportar entulho e pedras da pedreira mais próxima para construir frágeis e ineficazes diques com todos os encargos que isso envolve para o erário público. Toda a matéria prima já se encontra no local bem solidificada, e construída por privados, que durante anos pagaram impostos no valor que provavelmente pagam possíveis futuras indemnizações.

Permitido só construir...

Sei ser difícil de entender e de engolir esta engenharia económica aos tótós como eu que gostamos das coisas da natureza e de curtir umas ondas em praias...

Por este caminho em breve ficamos com uma costa emparedada sem praias e sem ondas!!! Não pode ser, vivemos numa democracia, os gajos do surf tem direito à sua razão. Com um caneco parem lá de fazer esses entraves ao avanço do mar, senão deixamos de ter praias para termos o MAIOR PAREDÃO DA EUROPA.

publicado por Abrasar às 12:17
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