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Sexta-feira, 01 DE Junho DE 2012

O direito a espaço para brincar

Este blog desde que foi criado publicou sempre um post no dia da criança e nunca como agora a criança necessita de mais atenção sobre a qualidade de vida que os adultos lhe estão a dar... Com a desculpa da segurança, umas vezes com razão, mas na minha opinião na maioria com exagerada protecção, estão a atrofiar o espaço e tempo para as crianças se juntarem e poderem exercer o seu direito de brincar. Estamos a criar uma geração pouco autonoma, individualista e doente...

Leio artigos com atenção sempre que falam da vida da criança e transcrevo aqui um que particularmente gostei e concordo da senhora Isabel Stilwell que publicou num editorial do jornal Destak.

 

Por favor não lhes roubem o recreio...

 

 

Descobrir o castigo certo para uma turma de crianças insubordinadas não é fácil, mas tirar da manga o "Hoje não há recreio" devia ser proibido. Talvez ache que isso é coisa do passado, mas infelizmente não é. Quem vá muitas vezes a escolas, sabe que ainda encontra trinta miúdos enfiados dentro da aula, a comer o "lanche" em cima das mesas, porque se portaram tão mal que ficaram privados de ir à rua.

 

 

Depois há os outros, aqueles que não têm espaço de recreio, ou apenas uma pequena amostra dele, uma varanda comprida onde se acumulam as diferentes classes, ou um pátio com uns escassos metros quadrados, e uma vedação alta a que nem sequer é permitido subir (sempre exercitavam os músculos na escalada). Para não falar na falta de recreios cobertos, o que significa que aos primeiros pingos de chuva, são todos obrigados a vir para dentro de casa. A que soma, por vezes, a ausência de aulas de educação física ou qualquer coisa que se assemelhe, tendência que vai crescer com os cortes nos custos e nos professores.

 

E, no entanto, sabe-se que as crianças precisam de brincar para aprender, que o exercício físico estimula a concentração, que é preciso gastar energias para suportar os tempos de aula, para não falar de que é no recreio que ensaia as regras do jogo da sociabilidade e do trabalho em equipa. Crianças que vivem em casas pequenas, e não podem brincar na rua, ainda precisam mais desta dose de liberdade. Por isso, sim, os recreios são uma prioridade, que exige mais imaginação do que dinheiro. Para depois não virem dizer que são obesos, indisciplinados e hiperactivos.

 

publicado por Abrasar às 00:01
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Domingo, 01 DE Junho DE 2008

Dia da criança.

 

 

 

 

 Mais um ano e o Abrasar mais uma vez, não deixa passar em claro esta data. E mais uma vez continua a ter uma visão crítica sobre este tema, senão vejamos. As crianças, os nossos filhos são o nosso futuro e todos queremos o melhor para eles, então porque não lhes damos saúde? Segundo um estudo efectuado em Coimbra e até hoje único no País em Portugal 31,5% de crianças dos 7-9 anos têm excesso de peso das quais 11,3% são obesas e com crianças dos 3 aos 6 anos, revelou que em  31,9% apresentam sobrepeso e 10,5% com obesidade.

Acho que são numeros com que nos devemos preocupar e que afinal só depende de nós os adultos de inverter este mal que estamos a dar às nossas crianças. Que adianta dar-lhes os bens materiais e confortos desta nossa sociedade moderna se lhes estamos a retirar saúde?

 

As causas deste mal infantil são: A ingestão alimentar excessiva e, a falta de exercício físico. Se as crianças consumirem mais calorias do que o seu gasto diário, com as actividades físicas normais, vão ganhar mais peso do que o recomendado.

A cura é: Uma alimentação saudável e exercício físico, e na minha opinião não é meter as crianças em ginásios, mas sim deixa-las brincar ao ar livre, abram os espaços livres para elas brincarem e sempre com amigos de idades equivalentes, porque as crianças querem-se juntas, pois aprendem uns com os outros, ou será que já nos esquecemos como foi a nossa infância?

 

Para ajudar e após uma pequena pesquisa na net, onde fui também copiar os dados acima descritos, consultem o seguinte site: http://www.obesidade.online.pt

As nossas crianças merecem este nosso interesse pela boa saúde delas...

publicado por Abrasar às 17:27
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Quinta-feira, 31 DE Maio DE 2007

Dia da criança ... um de Junho.

"Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias."

Disse um dia Mahatma Ghandhi.

 

E agora digo eu, que julgamento terá uma sociedade que atrofia ou ignora os direitos das crianças?

 

Vivemos numa sociedade materialista e economicista que fomenta a ideia de adquirir a felicidade com a compra de muitos bens materiais. Fazemos isso com os nossos filhos, e depois ficamos admirados com a quantidade de brinquedos inúteis e ignorados a um canto pelas nossas crianças …

Tratamos as nossas crianças como adultos pequenos, queremos e achamos muita graça quando eles são sossegadinhos, obedientes, muito estudiosos e rechonchudinhos de estarem bem alimentados e uns rebeldes malcriados se estão irrequietos sempre a correr atrás da bola e a cortar as plantas para fazer de conta de que é comida para dar ao gato da vizinha.

Eu tenho a opinião de que não existem crianças más e se os castigos corporais que ainda existem se vão diluindo, ainda há muito a fazer para mudar a mentalidade dos adultos que oprimem crianças do seu direito de BRINCAR livremente, no meio onde vivem. Por motivos mesquinhos e egoístas existem adultos, que se incomodam com os gritos de alegria das crianças a brincar, com a bola que bate inadvertidamente num carro, ou num portão a servir de baliza, ou com as folhas das plantas arrancadas a servirem de conta para os cozinhados das meninas.

Todos nós os adultos já passamos por isto quando éramos crianças.

BRINCAR é uma coisa que os adultos devem levar a sério. Por já ter sido criança e lembrar-me destas brincadeiras em grupo é que defendo de que as mesmas são importantes para todas as crianças manterem um corpo são e uma mente sã. Lembro-me que através da brincadeira activava um mundo de fantasia e de regras com os amigos, aprendendo assim a respeitar e a socializar com todos, afinal as bases e regras essenciais para viver em sociedade.

 

Pensem agora no tempo em que eram crianças e dêem às crianças de hoje os direitos que merecem e devem ser respeitados. E para quem tem o poder de decisão em obras públicas, que se esforce por permitir criar espaços públicos para as brincadeiras e jogos, que infelizmente escasseiam perto dos aglomerados habitacionais.

 

Entretanto como pai aficionado do BTT, sugeria para o dia da criança a realização do início de uma tarefa em conjunto com o seu filho(a).

 

Não comprem uma bicicleta para o seu filho(a)… Recuperem uma… peçam ajuda ao seu petiz e gozem durante algum tempo o entusiasmo e dedicação com que a sua criança se dedica a ser serralheiro e pintor. E no final com orgulho irá mostrar a sua bicicleta personalizada por ele(a), e podem ter a certeza que os dois nunca mais vão esquecer estes momentos...

Mas se já tem bicicletas então experimentem com os petizes o surf, um desporto ao ar livre também, e muito bom como complemento ao BTT, pois tonifica os musculos das costas, braços e apura-se o equilíbrio.
Na minha opinião pode também ser partilhado com as crianças. Uma pequena prancha como mostra a figura é um pequeno investimento monetário que poderá ter um retorno de grandes quantidades de alegria e de muito desporto... Eles merecem...

 

 

Outros post´s sobre o dia da criança:

Dia da Criança. Serão actualmente as nossas crianças felizes?

Dia mundial da Criança 2006.

publicado por Abrasar às 14:19
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Quinta-feira, 01 DE Junho DE 2006

Dia Mundial da criança 2006.

A exemplo do ano passado não queria deixar passar este dia sem um “post” no Abrasar…
Nada me surgia para escrever até hoje quando recebi um trabalho individual do infantário feito pelos meninos(as) com desenhos e com os direitos das crianças escritos…
Nada como recordar os direitos das nossas crianças para nos fazer reflectir sobre a sociedade que oferecemos às nossas crianças…
Parabéns às educadoras…



E porque as nossas crianças começam já ter problemas de obesidade e de doenças de adultos gostaria que reflectissem sobre estes dois direitos:

- A criança tem direito a uma alimentação cuidada para crescer saudável.
- A criança tem direito a ser livre, a viver em paz, e, a brincar para crescer.

Bom e entretanto se tiverem tempo sempre podem ler o "post" do ano passado que continua actual...

publicado por Abrasar às 18:19
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Quarta-feira, 01 DE Junho DE 2005

Dia da criança. Serão as nossas crianças actualmente felizes?

De Rebeldes a queridos Anjos.

Ainda me lembro das grandes brincadeiras com jogos de grupo na rua da minha casa. Nesse tempo brincava-se muito na rua até ouvirmos as vozes das nossas mães bem distantes a chamarem por nós.
A bola, o arco, o pião, a patela, o elástico, a macaca, as caricas, a apanha, as escondidas, o hóquei sem patins…etc. … Eram muitas as brincadeiras que juntavam meninas e meninos na rua sem grande movimento de veículos motorizados. Vivíamos livres com muitos gritos, joelhos com feridas, calças rasgadas e o único risco que corríamos na altura era de sermos atropelados por alguma bicicleta, levando ainda um ralhete dos pais por não estarmos atentos ao movimento do transito…

Contudo havia a Mélú, uma mulher gorda que parecia ter uma raiva fora do normal contra a “canalha” (a criançada). Para ela éramos uns rebeldes terroristas incorrigíveis, mal-educados, ralhava a alta voz connosco e chamava a polícia.

Não me lembro de algum dia ter aparecido a polícia, mas lembro-me de um dia a Mélú ser presenteada no lancil da sua porta com um belo exemplar e cheiroso detrito humano…

Os rebeldes cresceram, as crianças desapareceram da rua actualmente ocupada com carros. A Mélú viveu em paz, gozando a boa reforma dada pela geração de rebeldes e morreu em paz na sociedade que sempre a aceitou…

Que é feito dos pequenos rebeldes dos dias de hoje?

Não há… A raça das Mélús vingou e cresceu.
A geração dos meus filhos não pode jogar bola na rua, por motivo dos carros que circulam e dos que estão estacionados, sendo escorraçados pelas Mélús salvaguardando algum eventual risco nos seus caros automóveis.
Na escola também não se pode jogar à bola, pois está perto de uma estrada e a bola pode saltar para a rua…
Mas para mal dos pequenos rebeldes dos nossos tempos, nem nos jardins dos condomínios das nossas enlatadas casas podem brincar. Pois as Mélús estão mais preocupadas com a felicidade do bom crescimento da relva e das flores, ralham e proíbem irritadas as brincadeiras dos nossos rebeldes, em nome da boa razão de evitar eventuais despesas ao condomínio por estragos na beleza vegetal…

Não me admirava que num futuro próximo os rebeldes actuais metam as Mélús a vegetarem em lares sem flores e campo…

Mas não. As Mélús que se tranquilizem. Pois os nossos rebeldes estão finalmente a ficarem educadinhos.
Que bom que apareceu a maravilhosa tecnologia dos jogos computorizados e das consolas, acabaram finalmente com as incursões dos rebeldes nas ruas e nos jardins. Todos os jogos passaram para o virtual. Foi a solução total para acabar com as feridas nos joelhos e calças rasgadas, os carros já estão protegidos das bolas e assim já nem é preciso gastar dinheiro em criar espaços alternativos para a criançada brincar, onde só apanham sol na cabeça, partem braços e fazem barulho com os seus gritos incomodando as coitadas das Mélús.
Afinal não faz mal nenhum conduzir carros virtualmente por entre as pessoas, atropelando-as e mandando-as ao ar em grandes cambalhotas, ou dar uns tirinhos com as armas mais mortíferas para esvaziar o inimigo em sangue. Jogar e jogar até conseguir o último nível sem pestanejar.
Oh… como estão agora uns completos anjos os nossos rebeldes. Sossegadinhos e vidrados nestes exemplares jogos de técnica evoluída. Como ficam saudáveis com aquelas cores rosadas nas suas caras. Maravilhosa também a técnica dos novos heróis destes jogos, que conseguem levar os nossos anjos a comerem facilmente aquela comida tão bem aceite pelos mesmos. E ainda oferecem brindes nessa comida, como ficam felizes os nossos anjos. Que bem alimentados ficam, como estão gordinhos os nossos anjos. Nada daquelas sopas de legumes intragáveis do nosso tempo em que o único brinde eram umas boas sapatadas no rabo por não comermos tudo…

Finalmente para satisfação das nossas Mélús temos agora uma geração de anjos sossegados, bem alimentados e bem-educados. De certeza que nos vão ficar eternamente gratos por esta infância feliz e garantir uma boa reforma na nossa velhice…

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publicado por Abrasar às 08:24
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