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Quarta-feira, 22 DE Maio DE 2013

11ª U.E Challenge em Évora realiza-se nos dias 24 e 25 de Maio

 A 11ª edição do U.E Challenge realiza-se nos próximos dias 24 e 25 de Maio pelos concelhos de Évora, Arraiolos, Avis e Mora.

 Um evento organizado pelo curso de Ciências do Desporto da Universidade de Évora e pela Desafio Sul (empresa de animação turística especializada em actividades de aventura).

Como aconteceu no ano passado esta prova tem como principal objectivo a prática de desportos de aventura e de proporcionar aos inscritos (equipa de 4 elementos, obrigatoriamente mistas), dois dias de animação, convívio e muitas actividades.


 O 11º U.E Challenge uma das grandes apostas de desporto da Universidade de desporto de Évora conta com vários tipos de desportos, jogos de equipa, manobras de cordas (rappel, slide, pontas suspensas), canoagem e orientação, entre outros. Referir que os participantes poderão escolher dois tipos de deslocação, o BTT ou pedestre.

 O primeiro dia (24) inicia-se em Évora com a prova de orientação urbana com multi-actividades, à tarde, em Arraiolos, a actividade inicia-se com um ataque ao castelo seguindo-se às 14h30 a realização da etapa em linha e à noite o jantar conjunto irá acontecer em Avis, que contará com um espectáculo de música ao vivo para animar todos os participantes.


 No segundo dia (25) da competição realiza-se a Etapa Rainha, uma prova de orientação, com prática de vários desporto náuticos e no final do dia os participantes terão oportunidade de experimentar o novo parque de Arborismo situado em Mora.


 Para mais informações no website oficial da prova em http://uechallenge.weebly.com ou através das redes sociais em www.facebook.com/UEvora.Challenge.


Referir apenas que poderá consultar várias promoções de Desporto Americano, aqui.

publicado por Abrasar às 10:01
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Sexta-feira, 14 DE Dezembro DE 2012

Freguesia de Santos Evos vai ter circuito oficial de BTT em 2013

A partir do próximo ano a freguesia de Santos Evos, no concelho de Viseu irá ter um circuito oficial de BTT composto por 30 quilómetros com seis rotas que passarão em várias aldeias do concelho.

 

Fernando Rodrigues, presidente da Junta de freguesia explicou que nos últimos anos muitos praticantes desta modalidade se tem deslocado frequentemente à freguesia, mesmo sem haver nenhum circuito marcado.

 

Sendo assim no início de 2013 todos os praticantes de BTT poderão deslocar-se à freguesia de Santos Evos onde iram encontrar um circuito dividido em seis rotas diferentes, que passaram pelas aldeias de Carragoso, Sernada, Dornelas, Remonde, Corvos-á-Nogueira, Santos Evos e Pinheiro.

 

“Este é o único circuito de BTT do género no país. Há centros de BTT, mas este é um conceito diferente. É uma zona rural, abrange uma freguesia e tem seis rotas”, começou por dizer Fernando Rodrigues às notícias de desporto.

 

“É uma forma de dinamizar o comércio local, porque todo o percurso passa junto de estabelecimentos comerciais, como cafés e mercearias", acrescentou o presidente da junta.

 

Fernando Rodrigues afirmou ainda a importância deste projecto a nível da prevenção dos incêndios florestais, uma vez que irão ser limpos vários caminhos e que em caso de necessidade poderão ser usados pelos Bombeiros.

 

“Dos 30 quilómetros do nosso circuito, 20 são em mancha florestal. E muitos caminhos florestais já há mais de 30 anos que não eram limpos, o que dificultava muito a vida dos bombeiros”, acrescentou.

 

Sobre o percurso Fernando Rodrigues disse ainda às notícias desportivas que quem decidir utilizar este circuito poderá encontrar ao longo do trajecto: “ar puro, a naturalidade da água das nascentes das serras e fontes antigas, as águas cristalinas da ribeira de Dornelas e do rio Sátão e o recanto fluvial situado em Corvos-à-Nogueira.”

 

Referir ainda que serão colocados painéis sobre as rotas, cada um assinalado com uma cor diferente, que indicará o grau de dificuldade, a elevação, as distâncias e o declive máximo e médio.

publicado por Abrasar às 22:06
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Quinta-feira, 01 DE Novembro DE 2012

A minha "mecada" na Volta aos Mecos do aniversário do Paulo PatoCycles

Paulo Rodrigues, para os amigos, Patu, de longa data faz passeios para os amigos e clientes da sua loja, actual PatoCycles. O passeio do seu aniversário tem já tradição no ciclismo fora de estrada, só tem um inconveniente... É feito em Novembro e raras são as vezes que não chove e ainda por cima há sempre o problema de a noite chegar cedo... Pois noite, é que geralmente é sempre o dia todo a pedalar...


E assim hoje dia 1 de Novembro a chover bem forte, como é costume, juntaram-se 25 amigos em frente da loja para uma primeira recomendação do "chefe Patu" a dar o sinal de arranque, só com um tempinho para a fotografia do grupo.



 

De partida pelos "maus" caminhos de S. Mamede de Infesta e da Maia, bem interessantes a fazer mais uma vez, noutro outro passeio... :)


Bem mas as dificuldades fizeram-se logo sentir com a esclada das rampas para o primeiro ponto geodésico (meco) em S.Miguel O Anjo na freguesia da Folgosa. Neste ponto fintei o pessoal quando esperavam por todos e cheguei primeiro... 


Em Alfena foi o segundo, um novo meco descoberto que antes não era conhecido de passeios anteriores. E podia ser só mais um, mas tinha de ser diferente com umas desgraçadas rampas que rompiam em direcção ao céu... 


Aqui o passeio dividia-se para os que queriam fazer só a parte da manhã, alguns despediram-se, outros quiseram fazer ainda o terceiro a seguir com a conquista da serra de Susão.

 

Bem e depois foi a minha "mecada" solitária, em Susão o grupo mais forte já tinha partido e mais ninguém queria continuar a seguir. O tempo estava péssimo com muita chuva, resolvi ir sozinho e arrastei-me literalmente, em Stª Justa já não conseguia fazer nenhuma subida em cima da bicicleta até ao 4º meco... Bem nem as descidas as conseguia fazer, tal era a inclinação cheias de pedras. Arriscar faze-las nas condições em que estavam e sozinho, não era lá muito boa ideia ter uma queda nessa altura...




Continuei e como companhia tinha as marcas dos pneus que recentemente tinham passado no local pelo grupo da frente. Lá consegui chegar a muito custo até ao 5º ponto geodésico na serra de Pias. Aí resolvi regressar pois penso que levava muito atraso do grupo da frente. Foi a decisão acertada pois estava completamente sem forças... empenado por assim dizer... Cheguei à loja, local da partida às 15h30, fiz 64 km em 6h15, e um acumulado de 1484m.

 

E como é tradição, estas evasões do Patu continuam a ser sempre muito duras, uns verdadeiros desafios para os mais fortes, eu mais uma vez adiei a realização de chegar ao 6º ponto geodésico com as forças necessárias para depois regressar...



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publicado por Abrasar às 18:53
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Sábado, 25 DE Agosto DE 2012

Tourém o enclave de Montalegre

Clicar na imagem para ver álbum completo.

Álbum de fotos clicar aqui.

 

Quem conhece o Abrasar não estranha a paixão pelos passeios de bicicleta de Verão em todo o terreno em completa autonomia durante o dia todo a percorrer os trilhos e sem horas de chegada ao destino. Maximizar o tempo possível para andar de bicicleta e apreciar todos os momentos da natureza, história e gentes dos locais por onde passamos, sentir com calma todas as "etapas" do dia desde a manhã até ao recolher do fim do dia é o principal objectivo.

Assim neste contexto posso afirmar que a realização completa de que eu me lembre, foi no passado dia 23 de agosto em Montalegre, na companhia de mais três amigos fantásticos que perceberam a mensagem do convite que fiz e fizemos uma expedição de quase nove horas na companhia das nossas montadas de duas rodas, pelo Norte do País nos planaltos e serranias em redor do enclave de Tourém do concelho de Montalegre.

 

Tourém desde de sempre me suscitou curiosidade por se encontrar numa espécie de península fronteiriça com Espanha e também a aldeia de Pitões das Júnias em particular pela força da história que rodeia o seu Mosteiro Santa Maria das Júnias classificado de Monumento Nacional

 

Assim passamos ao rescaldo desta evasão que curiosamente começou bem logo com um engano... ou não do amigo Pedro Velhinho... com a partida do parque de estacionamento do super mercado na rotunda da Marginal Cávado, em grande subida pela rua senhor da Piedade... Para entenderem é que levavamos dois gps com um trilho retirado do gpsies de nome de Rota das aldeias históricas do autor joãoluis, e nestas coisas para quem sabe algumas vezes andamos às voltas no início. Bem mas não foi o caso, afinal o objectivo foi conhecer o centro e o monumental bem conservado castelo de Montalegre, e que logo de seguida se fez a bem orientada descida para o início do percurso após atravessar o ainda nesta zona "jovem" rio Cávado.

 

 

Verificamos que o percurso desenvolveu-se essencialmente por montanhas, vales e grandes planaltos e neste dia a originar grandes diferenças de temperatura bem fresquinhas no alto das duas montanhas que tivemos de subir acima dos mil metros de altitude e que foram as maiores dificuldades do dia. Os trilhos na sua maioria em estradões a percorrer as serras e planaltos foram a plateia de excelência para nos mostrar a bela paisagem desta região do Barroso felizmente a recuperar dos últimos incêndios com os carvalhos a mostrarem folhagem assim como a urze e giestas. Os animais a circularem livremente também não nos desiludiram ao aparecerem como os garranos, gado barrosão, burros e o interessante foi encontrarmos cães sempre de porte intimidante e não nos incomodarem vindo ao nosso encontro a ladrar como é costume fazerem quando avistam uma bicicleta?!?!

 

 

Mas além da paisagem natural esta região é rica no seu povoamento com muitas antigas aldeias espalhadas pelos planaltos e vales existentes numa curiosa simbiose com a mesma realidade do lado de Espanha. E o interessante foi aparecer a primeira pedra a assinalar a fronteira dos dois países, depois de conquistarmos a primeira subida bem perto das imponentes e modernas eólicas que se instalaram em quase todas os recortes das serras circundantes.

Atravessamos quatro vezes a fronteira e encontramos sempre os mecos retangulares de granito marcados de um lado com um E e do outro com um P, literalmente conseguimos estar com um pé em Portugal e outro em Espanha.

 

 

Despois de Randin, a aldeia do lado de Espanha que devido à hora nenhum movimento tinha, foi com agrado que já Tourém tinha movimento e com um café aberto onde podemos trocar alguns conhecimentos sobre a região.

Ficamos a saber que as duas aldeias desde 2004 promovem num dia de agosto um encontro religioso de duas procissões, uma parte de Randin outra de Tourém para se encontrarem exatamente na fronteira onde existe um dos marcos, e atualmente para assinalar o evento foi colocado outro com um simbolo de aperto de mãos gravado na pedra. No dia é ainda realizado um convívio com o passar do dia na praia da albufeira e com atividades culturais e desportivas entre as pessoas de ambas as aldeias. Muito mais haveria a descrever sobre estas aldeias de casas de granito, com imensas fontes de água fresca para beber, lavadouros atuais e antigas construções como os fornos do povo, levadas ou lameiros antigos a fazer circular as águas pelas ruas e a dar de beber aos animais existentes, mas o nosso passeio continua e com mais experiências interessantes somos confrontados.

 

 

E neste aspecto direi que o ponto alto foi a interacção que tivemos com a paisagem da albufeira Espanhola que retém água do Rio Salas, pois além de ser um vale com uma temperatura agradável as praias existentes nas margens estavam sem ninguém e as suas águas estavam quentes e digo isso com conhecimento pois não resisti em tomar um banho... Uma só palavra que encontro para descrever o local,paraíso...

 

 

Do paraíso saímos com dificuldade quase que a nos dizer para ficar pois a seguir foi sempre a subir novamente em direcção dos mil metros de altitude. Pitões das Junias seria para mim o matar da curiosidade em conhecer o local e acima de tudo o seu Mosteiro. Pelo caminho finalmente encontramos os Garranos, a mostrarem bem a sua vida selvagem ao fugirem para bem longe quando notaram a nossa presença. Tivemos até bem perto destes animais muito pela vantagem das nossas rápidas e silenciosas bicicletas. Continuamos e a forte presença da exploração do gado barrosão era já evidente e demonstrativo de que estávamos perto da aldeia que nos fez uma agradável surpresa gastronómica. Pois encontramos um simpático e cuidado restaurante que se do exterior convidava a entrar por dentro era uma autêntica obra de arte popular na sua decoração.

 

 

Sandes de presunto com pão de centeio... e note-se a preciosidade... pão de centeio quente e mais umas sopas de grão de bico, afinal um manjar de hidratos de carbono acompanhados dos essencias sais e minerais naturais de que precisariamos para continuar a expedição.

 

O Mosteiro não desiludiu pelo contrário ainda mais intrigante ficou para mim que o imaginava num planalto aberto e afinal está localizado exatamente ao contrário, escondido num vale profundamente vincado em V perto de um ribeiro acessível por um sinuoso caminho tipo geira romana de pedra torturosa que fez das suas ao atirar ao chão o nosso amigo Zé num aparatoso tombo quando apenas tentava arrancar de bicicleta.

 

Voltamos novamente a pedalar agora com o fim do dia a aproximar-se e a subirmos novamente por caminhos mais difíceis de progredir, alguns animais já se juntavam para livremente ficarem nas suas "camas" contruídas por eles próprios na terra. A última serra foi vencida e a descida para o vale do rio Cávado fazia-se sentir, mas não antes de fazermos uma paragem técnica para meu contentamento e do Pedro das Amoras atestarmos as barrigas desse fruto silvestre. Com o Sol a aquecer as nossas costas e com alívio sentirmos que já não estávamos no alto da serra agora a ser tocada por nuvens frias e carregadas de humidade, progredimos num serpentear por várias aldeias carregadas de simbolismno histórico de difícil descrição mas de grande interesse e riqueza em pequenos pormenores que nos enchiam os nosso olhos e nos faziam sentir outras realidades onde o antigo se junta agradávelmente com a atualidade da vida das pessoas que habitam esta região.

 

Assim acabou esta evasão, este passeio de Verão onde termino agradecendo aos três amigos que fizeram uma excelente companhia apesar de termos condições fisicas diferentes idades igualmente diferentes, compreendemos a essência do objectivo deste passeio e de certeza que saímos ainda mais amigos deste nosso país desconhecido depois desta experiência de quase nove horas de companhia com as bicicletas, num total de 73 km´s.

 

Álbum de fotos clicar aqui.

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publicado por Abrasar às 00:13
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Quinta-feira, 08 DE Setembro DE 2011

Mondim de Basto BTT solitário

Mondim de Basto para mim foi sempre uma referência para a prática do ciclismo e um sonho sempre adiado para praticar BTT. Já tinha subido o Monte Farinha de bicicleta mas pela estrada. De BTT, foi sempre um projecto adiado sempre com fortes razões para não o fazer. Toda aquela envolvência de várias montanhas me fazia suspirar para as fazer em BTT. A zona das Fisgas de Ermelo também era um local que gostaria de visitar através dos caminhos do todo o terreno...

 

No passado dia 2 de Setembro, parecia que finalmente estavam todas as condições reunidas para finalmente percorrer Mondim de Basto pelas serras circundantes passando pelas Fisgas de Ermelo a envolver toda a zona Sul e Nascente do Monte Farinha. O percurso estava mais do que estudado com grande ajuda do amigo Pedro Indy , um "expert" nestas coisas de descobrir percursos desde o tempo das cartas militares. A previsão do tempo era animadora, a companhia estava mais do que certa como costume com o meu filho e mais uns amigos para aproveitar as férias, e ainda mais um vizinho amigo...

Mas chegado o dia, tudo se modifica com um tempo de chuva intensa e com a desistência de todos para andar de bicicleta... Estava mais uma vez colocada forte razão para adiar o projecto...

 

Fui então que decidi que não podia adiar mais este meu sonho... Agarrei-me às coisas mais certas que tinha, a minha vontade, o percurso gravado no GPS, a minha bicicleta e o no carro para me transportar até Mondim de Basto. Apesar de não ser nada sensato praticar BTT sozinho e para o local em causa, arrisquei, e nem sequer levei comida confiando mais uma vez num local marcado no percurso com o nome de Tasca. Sabia que iria andar o dia todo pois o percurso tinha marcado 54kms, mas apenas me preocupei mais com os materiais para o caso de aparecer uma eventual avaria, kit de primeiros socorros, uma capa para a chuva e telemóvel bem carregado, além de avisar em casa por onde ia andar.

 

Cheguei a Mondim de Basto, com um tempo húmido e fusco com alguma chuva. Comecei a andar de bicicleta às 11h00 e logo uns metros depois todo o esplendor de um percurso pedestre se abre há minha frente para explorar, cativando-me todos os sentidos para "saborear" toda a envolvência da paisagem e património cultural antigo que se me apresentava fazendo-me parar várias vezes. Isto prometia, pensava eu, e ficou comprovado que assim foi conforme seguia o percurso.

 

Ainda estava no princípio do percurso e o mais incrível que me aconteceu foi já no estradão florestal a subir para as Fisgas de Ermelo... Admirado reconheci Medronheiros!!!... Montes de arvores de Medronho, carregadas de bons frutos, uma árvore que eu só imaginava haver em grandes quantidades no Algarve como os conheci quando lá vivi e muitos frutos e licor dos mesmos, comi e bebi!!!...

Impressionante os ter encontrado aqui assim também em grande quantidade e sem hesitar fui saborear os seus maduros frutos, bem limpos pela água da chuva e com moderação, pois para quem não sabe é um fruto que pode provocar algum teor de alcoolemia se for consumido em grandes quantidades. :) 

 

 

Mas não acabou a minha admiração só com os medronhos, pois mais à frente encontrei boas castanhas, que me fizeram levar a carregar ao máximo o camelback para as levar... Bom de comida nutritiva já estava servido, a única desvantagem é que estava a carregar um peso extra de quase dois quilos... :)


Foi fazendo o caminho nas calmas sempre a subir, parando num ou noutro local para apreciar a paisagem e se não gosto de andar sozinho, verdade se diga que só assim se consegue estar à vontade para se fazer as paragens que se quiser sem o constrangimento de se sentir se os companheiros gostam ou não e sempre vamos ao nosso ritmo... Enfim estamos entregues a nós próprios sem qualquer tipo de reclamação para ouvir e assim cheguei às Fisgas de Ermelo. 

Depois de apreciar o local voltei a subir e aos 722 metros de altitude, entrei literalmente dentro de uma nuvem húmida e com chuva, que me encharcou, não me esmorecendo contudo a minha vontade de continuar e a satisfação de estar naqueles caminhos, apesar de uma parte do caminho o ter de fazer com a bicicleta às costas e a subir bem.

A paisagem começou a ser diferente, a altitude mantinha-se entre os 800 metros e a ruralidade do local em simbiose com a serrania e o aproveitamento dela para as pastagens dos animais era evidente. Os caminhos sucediam-se agora mais estreitos e com grande traço de obra humana num passado muito longínquo era também evidente e agradável de descobrir.

 

A Aldeia de Bobal

 

apresentou-se e era nesse local que estava marcado no GPS a Tasca e que afinal era uma excelente casa de pasto de nome Tasca, com petiscos para servir além de refeições tradicionais. Num primeiro contacto pensei que estava fechada, mas depois de abrir a porta de entrada o barulho animado lá dentro fez-se sentir e os sabores e cheiros de uma grande sande mista acompanhada com sopa a saber a carne, também os experimentei.

 


 Satisfeito e com alguma pressa em regressar a pedalar, pois estava bastante molhado e não queria arrefecer, parti novamente seguindo o percurso. Estava no local mais afastado do Monte Farinha que se via do local assim como todas as pequenas aglomarações de granito em seu redor que eu de certeza tinha de atravessar, e parecia mesmo muita serra para se fazer... Mas felizmente o tempo melhorou com o Sol a descobrir e me ofereceu um cenário que não esperava encontrar.

Pois pensava que o resto do percurso seria pouco interessante, mas não. Os caminhos eram fabulosos de se fazer, um sobe e desce suave, uma flora muito diversificada com castanheiros, carvalhos, grandes pinheiros do tipo nordico e outro tipo de vegetação em autênticos bosques de um verde limpo e brilhante motivado pela chuva recente, dando quadros de imagens da flora fantásticos e que faria a delícia a qualquer fotografo... Eu tirei as fotos possíveis, tentando dar as imagens que possam descrever mais ou menos estas letras...

 

 

O Monte Farinha estava presente à minha frente, podia-o evitar, mas não, queria mesmo fazer mais um esforço e ir ao santuário da Senhora da Graça, equipado com uns grandes altifalantes que "davam" música tradicional que já vinha a ouvir a uma distância de 20 km... Eram as vésperas das festas da S. da Graça... E não dei por perdido o ter lá ido, pois deu perfeitamente para visualizar todo o percurso que fiz desde o princípio, assim como toda a paisagem em redor que é imensa.

 

De regresso e agora com poucos quilometros para fazer e sempre a descer, pensava eu que seria pela estrada, mas não... O percurso derivou por mais um percurso pedestre, muito bonito de se fazer e ainda deu para ver a curiosa Pedra Alta.

 

 

Cheguei a Mondim de Basto às 18h30, foram 7h30m a andar por estas serras e termino aqui está crónica de um BTT solitário por um percurso que considero agora "estupidamente belo", nada arrependido de seguir o meu sonho. Contudo aconselho a não o fazer sozinho como o fiz, não deixa de haver muitos locais completamente isolados com todos os perigos que a natureza de montanha nos pode reservar, assim como a existência de animais que nunca sabemos que comportamento podem ter, pois circulam livremente. Fica aqui assim este registo que espero agora brevemente voltar a fazer este ou outros percursos pelas terras de Basto...

 

 

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Track de GPS do percurso Clicar AQUI

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publicado por Abrasar às 15:36
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Domingo, 04 DE Setembro DE 2011

Raid das Marés na rota do Rio Leça [rescaldo]

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Ambiente descontraído e de muito convívio entre todos os participantes e organizadores (afinal eles também amigos e praticantes deste desporto) era o que se podia encontrar no ponto de encontro deste evento na Decathlon de Matosinhos. 

 

E assim neste ambiente foi dada a partida, para mim um bocado despercebida, pois há muito tempo que já não participava nestes passeios e qualquer amigo que encontre como foi o caso é logo tempo ocupado com conversa animada e a ser colocada em dia.

 

E verdade se diga que nos últimos anos, infelizmente não tenho podido comparecer tão assiduamente como desejava nestes encontros onde se consegue uma simbiose perfeita entre o convívio e a manutenção física perfeita. Mas é uma situação que pretendo inverter pessoalmente.

 

Como ia descrevendo partimos todos, muitos com os olhos atentos aos GPS,sss, muitos também sem o aparelhinho, mas todos com alegria a progredir ao seu ritmo. Se a princípio vários grupos se juntavam e desencontravam-se a inaugurar os primeiros enganos na orientação, a verdade é que ninguém se chateava com a situação, aproveitando alguns até para brincar com os donos dos gpsss.

As localidades iam-se fazendo, para mim e para o meu companheiro e amigo João (Correntes) como o mesmo comentou eram as zonas dos nossos "quintais" das voltinhas de treinos ou simples passeios, como S.Brás em Matosinhos, Gemunde, S. Pedro de Aviso na Maia, Alvarelhos e Muro na Trofa. Nesta última localidade o largo de uma bonita capela foi escolhido pelos participantes para a primeira paragem técnica, (comer diga-se). Para mim uma oportunidade mais uma vez para tirar fotos e “roubar” também uma foto à fotógrafa de “serviço”.

Se tudo parecia perfeito o que estava a estragar era o tempo que nos prega com chuva e com os caminhos encharcados de lama, já por si chatos na minha opinião que prefiro o calor e suporto melhor o pó, contudo a provocar alguns acidentes engraçados e felizmente sem consequências graves lá para perto de Quereledo. Foi o que aconteceu ao jovem da foto abaixo que a tentar evitar a lama acabou por desaparecer completamente ao rebolar pela ribanceira abaixo ficando com as pernas mais altas do que a cabeça e a bicicleta a fazer companhia aos pés, todo o conjunto devidamente acomodado e seguro pelas silvas… A sorte mesmo e aqui se faz prova da norma de segurança no BTT, nunca sair sozinho, foi a minha ajuda e de outros amigos que prontamente tiramos o coitado do amigo daquela situação ainda com ar de espantado a tentar perceber como ficou naquela posição…:)

A separação dos percursos chegou e foi a vez de se fazer algumas despedidas de amigos que iam para os 90km. Eu e o amigo Correntes já tínhamos decidido fazer os 55km, afinal como concluímos foi o “quanto baste”, para fazer um bom passeio sem nos cansarmos muito e termos sempre tempo e sem stress para poder conviver com outros grupos… Bem e também para comer figos, tirar umas uvas americanas e quiçá experimentar já um vinho doce, ali para os lados de Vilar da Luz.

Finalmente o tempo começou a melhorar e chegamos ao Rio Leça, atravessando-o num local por onde nunca tinha passado, logo a seguir encontramos o incontornável parque de lazer S. Lázaro em Alfena, um sempre muito agradável local de paragem e de certeza já muito conhecido de todos os Betetistas da nossa região.

A partir daqui o percurso começou a fazer justiça ao nome de; “… na rota do Rio Leça.”, pois cruzamos um numero infindável de vezes este rio, não só através de pontes recentes, mas também em muitas mais pontes de pedra rústicas com enormes granitos, por vezes aliadas com antigos açudes e azenhas, umas mais pequenas e modestas mas outras com aspecto de autenticas e antigas industrias de moagem, principalmente já perto da Maia. Faz pensar como seria o tempo e toda a zona envolvente na época em que estas construções estavam a trabalhar, em termos de importância agrícola e que na minha opinião mediante estes registos antigos seria de uma enorme grandeza e importância difícil de acreditar hoje em dia que nos deparamos com estas nossas terras fortemente urbanizadas e… Infelizmente de costas voltadas para todo este património votado ao desprezo do abandono e que poderia ser aproveitado como uma forma de riqueza única, que neste tempo de globalização de culturas, marcam a diferença e a riqueza pela sua originalidade a cultura de um povo como o nosso…

 

Continuando, ficamos os dois admirados como agora andávamos tanto tempo sozinhos, mas não estávamos perdidos, pois por vezes encontrávamos pessoas que nos davam indicações por onde devíamos seguir, já habituadas a ver passar os primeiros participantes. Mas já bem perto do final em S.Cruz do Bispo na linha férrea encontramos mais um grupo amigo parado e que acabamos por chegar todos ao fim, no Pavilhão Municipal em Leça da Palmeira. Aqui na chegada como na partida a descontracção e o convívio foi igual.

Parabéns aos amigos do BTT N GPS, como a todos os grupos de BTT envolvidos neste projecto. Dou a minha opinião bastante positiva a este movimento que consegue juntar as mais valias de todos para assim fazer e organizar estes eventos de lazer a que chamam etapas, e que apesar de lazer oferecem provas de grande desafio físico para todos os gostos de todos os ciclistas do todo o terreno.

 

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Quinta-feira, 25 DE Agosto DE 2011

Enduro às Clarinhas de Fão

Enduro às Clarinhas de Fão, album de fotos clicar AQUI.

 

As férias continuam e o Fininho combinou novamente com os amigos para dar mais uma volta de BTT. Desta vez eu pedi se podia ir mais um amigo "cota". Formou-se assim o maior grupo de amigos destes últimos passeios de Verão. Fomos sete, três juvenis (Alex, Pedras e Fininho), dois cadetes (Ronca e Regos) e dois cotas, eu (Ferramentas) e o Araújo ainda sem nik-name e que se revelou um grande companheiro com a sua jovialidade apesar das suas 56 Primaveras brincando muito com os jovens de tal forma, que os mesmos pediram para ele participar novamente em outro passeio a combinar.  

 

Por minha causa, desta vez o passeio só se podia fazer da parte da tarde tendo ficado combinado partir às 13h00 de Leça do Balio no dia 24 de Agosto. O objectivo era o de seguir até Vila do Conde pela estrada nacional N13 e depois seguir por caminhos de terra do tempo em que organizei o Enduro dos Farois (também em Agosto 2006, lembram-se?) com mais uns amigos e que básicamente seguem quase sempre ao lado da auto estrada A28, até Fão e regressar pela estrada nacional N13.

 

Apesar de ser um circuito completamente plano é contudo duro por motivo de ser saturante ao obrigar o constante pedalar e em particular neste dia tinhamos vento contra. Não deixa contudo de ser agradável por motivo de passar por locais interessantes como por exemplo o aqueduto de Vila do Conde que nos acompanha até Beiriz. Seguidamente apanhamos uma zona de estufas de produção de legumes com estradões a convidar o pedalar forte.

 

Já na zona da Estela é sempre curioso ver a exploração mineira do mineral Caulino, zona de certeza desconhecida da maioria das pessoas e graças a estas aventuras de bicicletas a permitirem a todos nós termos um verdadeiro contacto com esta realidade da nossa terra.

 

Continuamos sempre em diversão caracteristica dos jovens... E verdade se diga dos menos jovens também... Mas quem venceu em brincadeira é o sempre campeão desta modadlidade o Pedras, atingindo a sua maior pontuação hoje ao comer espigas de milho, para grande espanto dos restantes jovens... :D

 

Era objectivo tomar um banho nas águas do rio Cávado na praia fluvial Barco do Lago... Mas algumas nuvens e o vento um bocado frio cortou as nossas vontades e cansados pelo desgaste dos trilhos, ansiavamos era comer as Clarinhas de Fão, um doce regional de Fão essencialmente feito com doce de Gila envolto numa massa frita e polvilada com açucar. Parece simples mas dizem os entendidos que tem os seus grandes segredos. A verdade é que nenhum de nós resistiu, nem mesmo quem não tinha dinheiro viu-se obrigado a cravar os companheiros para saborear tal petisco que juntamente com alguma bebida ao gosto de cada um, nos revitalizou a alma e nos deu força de motor extra para as nossas bicicletas... (vejam o vídeo e comprovem o que digo aqui... :))

 

O regresso foi muito mais rápido, não só pela força extra graças às Clarinhas, mas essencialmente pelo agora amigo vento que nos dava pelas costas, uma caracteristica sempre presente nesta costa litoral do Norte do País. Fizemos uma paragem pela Póvoa para mais um convívio entre todos e retomamos o caminho novamente agora com a parte mais ondulada pela frente a partir de Vila do Conde. Sem grande dificuldade o grupo lá chegou entre as 19h00 a Leça do Balio-Matosinhos com a sensação de se ter passado uma boa tarde de desporto e de aventura, satisfeitos mas a pedir por mais para breve...  

Enduro às Clarinhas de Fão, album de fotos clicar AQUI.

 

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Sexta-feira, 19 DE Agosto DE 2011

Trilhos de BTT em Valongo num dia de Agosto

Fininho estava com grande vontade de andar de bicicleta, talvez farto de estar em casa na XBox, começou a enviar mensagens para todos os seus amigos da sua equipa da escola de ciclismo a combinar uma saída de bicicleta para o dia todo... Pediu-me também para os acompanhar e eu que até gosto destas coisas... :) O dia da minha folga do trabalho 19 de Agosto foi ocupado para "aturar" quatro juvenis de 13 anos prontos a pedalar o dia todo... :)

Os amigos do Fininho que logo se disponibilizaram foi a repetente PBX, mais o Pedras e o Alex, este último um estreante nestas andanças.

O objectivo era ir até à aldeia dos avós do Pedras em Santa Comba Valongo, tomar um banho na ribeira que atravessa essa aldeia e regressar novamente de bicicleta.

Eram 9h30 e já estávamos a pedalar seguindo por estradas municipais e caminhos da Maia mais ou menos paralelos ao rio Leça até chegarmos a Alfena. No parque de lazer de São Lázaro vimos uns cavalos a andar no rio, o calor já era algum e para nós era o início da aventura de subir ao alto do Susão. 

Susão é uma subida muito conhecida da comunidade betetista e que estes jovens sem uma única reclamação a fizeram com facilidade, mesmo o Alex a fez sem reclamar e com alegria tiramos a fotografia no ponto geodésico de Susão.

O Pedras era o mais activo e irreverante do grupo e isso refletia-se na condução... Bem, até a certa altura que arriscou uma velocidade demasiada forte para quem não conhece as ratoeiras do percurso e de repente viu-se aflito ao perceber que não via o trilho a certa altura num drop... Tentou saltar da sua BTT, mas foi arrastado caindo juntamente com a bicicleta... Felizmente sem graves consequências com alguma "chapa" apenas riscada. Doeu-lhe mais a operação de limpeza e curativo que lhe fiz na altura (ando sempre com um estojo de primeiros socorros), com o jovem a pedir para parar e que ia a pé para casa se fosse preciso... :) (ver queda no vídeo).

Seguimos por um trilho que em tempos foi um single-track, mas agora pela acção dos jipes passou a ser um estradão, infelizmente para nós que gostamos dos single-track´s. O calor apertava mais, era quase 12h00 e estávamos sem água, pois gastamos toda a refrescar e a limpar as feridas do Pedras quando caiu, agora já mais calmo na condução mas sempre divertido e falador.

Mas a localidade de Campo estava perto e foi exactamente numa das muitas casas de almoços e petiscos existentes nesse local que nos refrescamos com refrigerantes, comemos sandes, bifanas, gelados, e até sopa, desfrutando da sombra fresca da esplanda do estabelecimento.

O calor estava de certeza bem acima dos 30 graus, mas a vontade de chegar para tomar um banho era enorme e retomamos o caminho novamente por terra desta vez meio perdidos por motivo do corte de antigos caminhos que eu e o meu filho Fininho conheciamos, pela nova auto estrada com o nome de CREP. Bem com todo o mal que estas obras fazem na altura até deu jeito aproveitar a sombra fresca de um dos viadutos da CREP, para esticarmos as costas deitados no chão... Quase que dava para adormecer se não fosse de vez enquando aparecer o barulho de um carro a passar... :)

Perto das 16h00 chegamos ao prometido banho na ribeira... Fácil de imaginar a satisfação com que ficamos e as brincadeiras que fizemos dentro da água.

Depois de nos fartarmos de tomar banho, de comer amoras, de estarmos bem molhados com todo o equipamento bem fresquinho, toca a rumar caminho dando a volta com passagem pelo local da Senhora do Salto. Um local lindíssimo infelizmente agora violado pela razão do progresso da civilização com uma enorme ponte de betão a passar por cima e com o rasgar do monte mais acima da ermida...

O pico da tarde com o calor rápidamente fez secar os nossos equipamentos, os caminhos eram fabulosos e sempre juntos os faziamos por fazes esperando uns pelos outros nas sombras das árvores. Mas chegados a Bustelo demos com uma uma fonte pública mas com a torneira fechada e sabesse lá porquê o Pedras até trazia uma pequena chave de bocas com a medida certinha para abrir a torneira...

Viva o Verão... Viva o calor... Viva o pó... Viva os equipamentos de ciclismo frescos e simples... Viva as fontes... Viva as ribeiras... Viva qualquer pocinha de água que quem gosta de tudo isto faz uma alegre festa de arromba... :)

 

Era necessário regressar e sugeri um caminho talvez mais longo mas sem subidas... Qual o quê!? Estes juvenis nem deram outra solução se não fosse subir pelo alto de Valongo. Mas, indaguei eu, e o coitado do Alex que já está cansado? Responderam-me logo que com um empurranzinho todos faziamos a subida sem dificuldade... E assim foi, comigo a pensar de quantos adultos precisavam de ver e aprender com estes jovens de como se faz um passeio de longa duração onde acima de tudo conta o companheirismo, amizade e entre ajuda...

Já depois de passarmos o alto de Valongo encontramos um senhor a vender mel e os jovens não resistiram em comprar rebuçados de mel... :) O dia estava a acabar e eu não queria que cada um fosse embora sem passarmos por um momento de convívio final e com o acordo de todos em troca de eu pagar as bebidas estacionamos na esplanda do café do Parque Urbano de Moutidos já na Maia.

E o regresso fez-se com este dia de aventura a acabar às 19h30 em Leça do Balio com a promessa de fazermos mais outra saída de BTT brevemente.

 

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publicado por Abrasar às 21:40
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Quinta-feira, 04 DE Agosto DE 2011

Enduro à Nascente do Rio Leça...

Album de fotos Clicar AQUI.

 

 

Férias de Verão para os jovens sem um pouco de aventura também não são verdadeiras férias.

Felizmente a bicicleta é um extraordinário objecto multiusos. Para quem pouco conhece a paixão pelo ciclismo pode ser estranho pensar de outro modo e provavelmente vê o ciclismo como um acto de sacrifício, de competição ou uma necessidade de transporte económico, ecológico como está agora na moda pensar nestas coisas...

Os jovens da escola de ciclismo em férias provaram hoje mesmo que a bicicleta não é para eles só um equipamento de treino e competição... É e foi neste dia uma verdadeira amiga de grande aventura num enduro de BTT que durou o dia todo tendo-se feito no total 80 quilometros por estradas e caminhos que só mesmo a versatilidade de uma BTT permite.

 

Num fim de época já sem competições os jovens estão bem preparados físicamente, estando de férias tem agora tempo de sobra para se divertirem sem horários de chegada a casa, só falta mesmo um empurrão para se combinar um bom programa de tempo livre com muita aventura.

 

Assim pensei em algo simples sem necessidade de transporte com partida de BTT de Leça do Balio mas que tivesse algum interesse a nível de conhecimento cultural e com alguma aventura... E a escolha recaiu sobre o ir de bicicleta em completa autonomia até à nascente do rio Leça e regressar no mesmo dia.

 

Os protagonistas que estavam livres e se disponibilizaram logo foram a Mariana Pedrosa (Juvenil de 13 anos), João Santos(Fininho) (Juvenil de 13 anos) e Pedro Nogueira (cadete de 14 anos), e a equipa ficou completa depois comigo (Ferramentas).

O programa foi simples, levar sandes água e todo o resto que estes jovens já sabem o que devem levar numa saída em autonomia e às 9h30 já estávamos a pedalar com grande vontade pelas estradas secundárias e alguns caminhos de terra em direcção ao Monte Córdova em Stº Tirso.

Não pensam que foi sempre a pedalar sem paragens, pois o jovens não dispensaram o desafio de descerem um lanço de mais ou menos de 100 metros de escadas várias vezes, bem perto de S.Romão de Coronado... :) Retomou-se o caminho novamente agora em direcção à Camposa apanhando a EN 105. Em fila indiana esta estrada num instante se fez e cruzamo-nos com vários ciclistas em sentido contrário, um deles o nosso amigo Ivan Nascimento na sua bicicleta de estrada que vai sempre tão empenhado no seu treino que nem vê ninguém...

As indicações de Monte Córdova-NªSª Assunção apareceram, toca a sair da EN 105 e começar a subir, com um Pedro Nogueira já a resmungar desde do início com o bom Sol, com as subidas com o paralelo e a escolher os reguinhos de água feitos de cimento liso para circular com a sua BTT, mas a rejeitar qualquer tipo de ajuda, era agora que as mochilas com comida já custavam transportar. Sempre a subir passamos o local das Valinhas já bem perto das 11h30 e na EN319 seguimos em direcção de Santa Luzia, Hortal e Redundo a localidade mais próxima da nascente do Rio Leça e aí nesse local utilizou-se a orientação da "boca", ou seja "quem tem boca vai a Roma" e com indicações precisas de um jovem local encontramos a Nascente do Rio Leça às 12h15.

 

Na nascente fiquei desiludido, pois estava completamente seca... Assim como todo o rio como tivemos oportunidade de constatar durante a descida, todo ele estava a meia água e nas cascatas perto das Valinhas nem sequer corria água, inviabilizando qualquer banho nas suas águas paradas...

 

Mas continuando a nossa aventura, foi hora de procurar água e um local para comer, com um Pedro Nogueira a não querer partilhar os seus ICE TY´s com o pessoal, fizemos de prepósito o início da descida com ele a resmungar para parar e comer, quando encontramos um fontanário demo-lhes um grande banho de água com ele a queixar-se que o telemóvel estava ficar molhado... :)

 

A Mariana recebeu nesta altura um nik-name, passou a ser a "PBX" tal é a quantidade de chamadas e sms que recebe no seu telemóvel... :D É uma miúda muito solicitada. :)

 

Foi tempo de continuar a descida, e desta feita desde o início da nascente sempre por orientação de GPS por um trilho realizado pelo meu amigo Ximbra à uns anos atrás, e como devem imaginar aventura não faltou com os enganos e com alguns caminhos já cortados ou tapados com vegetação de tal modo que o coitado do Pedro Nogueira num desses momentos desapareceu literalmente por um rego de água depois de pisar uma vegetação seca... O engraçado é que eu e o Fininho já tinhamos passado pelo local e não nos aconteceu nada... Bem acabou por ficar a partir dali com mais um nik-name de o "Regos". :D

 

 

 

 

 

Na freguesia de Reguenga paramos num café local, e depressa vieram falar connosco, conhecemos o Sr. Rui Jorge de 46 anos, não sei como ele advinhou mas perguntou logo como estava a nascente do Rio Leça!?? Homem simples ficamos logo a saber que deu a volta a Portugal de bicicleta em 11 dias e o entusiasmo com que falava do ciclismo e das suas aventuras cativou-nos a todos num momento único de paixão pelo ciclismo já com mais um amigo a juntar-se à conversa também e imagine-se que conheciam alguns nossos amigos de Matosinhos e o Paulo Rodrigues (Patu), nosso patrocinador e amigo que ajuda a escola de ciclismo. Bom e para terminar num exemplo de que o ciclismo é mesmo popular nesse mesmo café estava lá o antigo ciclista Fernando Fernades que representou as principais equipas dos anos 80 ... !? A tarde ia passando mais ou menos com alguma subidinha e paragem para reconhecer o percurso e sempre com as cómicas reclamações do Pedro Nogueira... :) Chegados ao parque de lazer em Alfena foi, mais uma vez, aproveitada para uma pausa do gelado e de comer o lanche, com um estomago a reclamar perto das 17h00.

 

Continuamos sempre pela margens do Rio Leça com algumas paragens por locais antigos, pontes de pedra, azenhas em ruínas e com tristeza vermos que locais podiam ser lindíssimos se o rio não estivesse poluído e as construções fossem restauradas... Mas um momento também nos chamou a atenção depois de encontrarmos lagostins no Rio... ?!

 

 

Leça do Balio num instante nos apareceu e já no mosteiro sem pressa em chegar bem perto das 19h00 sentamo-nos na sombra e fresca relva a conversar sobre esta aventura num momento único de amizade entre todos.

Assim termino com um agradecimento aos jovens desta aventura provando que se apostarmos neles, podemos ter grandes companheiros e que fácilmente sem grande esforço e com muita brincadeira são grandes companhias em enduros como este...

E já está para breve um futuro enduro mas este tem de ter banho completo, há que aproveitar o calor dos dias de Verão de Agosto.

 

 

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publicado por Abrasar às 10:49
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Segunda-feira, 24 DE Dezembro DE 2007

Boas Festas de Grandes Pedaladas e não só claro....:)

Existem muitas festas e desejos de boas festas. Que nesta altura se desejam por um bom e santo Natal e também por um bom ano novo que se aproxima...
E no meio de tantas boas festas, quase que ficamos sem jeito para repetir as nossas boas festas que se perdem no meio de tantas outras, e que acabam provavelmente por perder o seu sentido... digo eu... :/
Mas é bom desejar a todos os amigos um bom Natal e um próspero ano novo e o Abrasar deseja isso mas, com boas e futuras festas de grandes pedaladas também :)
Festas de grandes pedaladas é o desejo do Abrasar para todos e sigam o exemplo de uns amigos, que no passado dia 22 de Dezembro, fizeram a festa das pedaladas deste Natal e abrasaram por Vila Nova de Cerveira e pela Serra do Marão.
Vejam as fotos nos link´s abaixo que são um verdadeiro hino ao BTT...:)
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publicado por Abrasar às 12:06
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Segunda-feira, 30 DE Abril DE 2007

Aventura com uma BTT sem mudanças. (single-speed).

Já há algum tempo pensava fazer uma maratona numa BTT single-speed, (SS). Tinha escolhido a maratona do encontro Luso Galaico em Esposende para tal objectivo. Finalmente chegou o dia desejado (22 ABR 2007) e aparentemente estava calmo.

 

Esposende estava debaixo de um nevoeiro intenso…

Cheguei cedo e vi o “lufa lufa” dos preparativos pela organização para receber as centenas de ciclistas no largo das piscinas.

Sabia que tinha a presença de mais três amigos com bicicletas SS para os90 km(Pedro “Indy” Ribeiro, Filipe “ET” Silva e Francisco “Tico” Rocha). Mas enquanto não os via sentia-me um pouco como a publicidade da Coca-Cola com Sardinhas… Fora do contexto… Naquele ambiente de bicicletas com mudanças (multi-speed)…

Embora me sentisse com confiança, tinha algumas reservas se o andamento 32x16 (prato da roda pedaleira à frente com 32 dentes, pinhão ou roda dentada atrás na roda com 16 dentes), seria o mais aconselhável, tendo em conta o andamento 32x18, mais leve no esforço a subir dos outros amigos, que entretanto chegaram.

Quatro SS, no meio de um evento provavelmente com oito centenas de ciclistas, deve ter sido até à altura a primeira vez onde houve a maior concentração de SS´s… Comentávamos os quatro esta particularidade e juntos tiramos a fotografia para futura história. Apreciamos o engenho de cada um na construção das nossas máquinas SS e como seria de prever foram curtas as conversas sobre este assunto, estávamos há muito tempo preparados para partir… Por conseguinte o tempo foi ocupado a tomar café na esplanada mais próxima e a apreciar as preocupações e trabalhos de verificação dos nossos colegas nas suas multi-speed com suspensões…

 

Finalmente a partida, uma enorme mas interessante e alegre confusão que eu quis registar com uma filmagem. Com esta acção sem saber perdi-me dos outros amigos de SS, arranquei sempre na dúvida se estavam para trás ou para a minha frente…

 

E assim eu, o Ferramentas, lá fui no meu ritmo com o limitador do andamento 32x16 a percorrer sem dificuldades os primeiros quilómetros planos com alguns engarrafamentos e paragens pelo meio.

Encontrei alguns amigos, apanhei um que estava com dificuldade para encher o pneu tubless, valeu a minha bomba, e na derivação para os 45km estive a falar um pouco com outro e a tirar fotografias. Acompanhei durante muito tempo um grupo composto com senhoras que apesar de poucas andam muito bem e faziam sempre muito barulho, por vezes ouviam-se bem longe as suas vozes alegres... :)

Passaram muitos no início por mim, mas a partir dos 45km era como quem “matava tordos”, era só eu que ultrapassava…

As maiores subidas eram feitas a pé, mas raro era ver o ciclista que as fizesse sentado na bicicleta, para mim foi até uma surpresa ultrapassar os meus companheiros, só explico isso por motivo de arrastar menos peso. As descidas mais rápidas com muita pedra foram para mim uma das dificuldades que originavam dores por motivo da ausência de suspensões, era um alívio quando terminavam. A SS progredia bem nas pequenas elevações, tentava fazer uma boa leitura do terreno para dar o lanço conveniente e fazer a próxima elevação sem grande esforço. Esta acção só era mesmo cortada quando encontrava companheiros lentos nessas pequenas subidas, obrigando-me neste caso a desmontar… Mas sempre sem problemas, já estava mesmo confiante que chegava ao fim e bem.

O meu ego aumentou quando na última dificuldade  (no controlo 4)  estava um grande grupo de betetistas, alguém observou e bem alto comentou...

-Eh, pá!!!... Um homem de single-speed!!!... Mas que loucura sim senhor...

-Isso é promessa? (perguntaram).

-Não, é mesmo gosto, (disse eu) e lá continuei sem parar atacando a descida... :)

Tirei 35 fotografias pelo caminho, estive ainda a ver um acidente estranho depois da descida de S.Gonçalo com uma suspensão, no braço esquerdo, a tampa cedeu e saltaram os "miolos" todos para fora, deve ter sido uma sorte não acertarem na cara do dono, que estava completamente triste, a suspensão estava morta.

E lá continuei a ultrapassar muitos companheiros na parte final, até amigos que andavam muito bem, mas tinham ficado sem forças nestes últimos quilómetros. Curti bastante a última parte do percurso, o single trak assim como os caminhos a passarem por aquelas pontes celtas no rio Neiva foi fabuloso.

Ir até quase à foz do rio Neiva, percorrer os caminhos por entre as dunas de areia ver os campos de produtos hortícolas, com o vento fresco do mar a dar-me pelas costas e saber que estava já no final foi também uma sensação boa de objectivo bem cumprido, com a natureza a presentear com a sua paisagem e os seus cheiros…

Na meta tive a surpresa da claque familiar a fazer bastante ruído e com o pessoal da organização a comentar com reconhecimento e a dar frases de parabéns por ter efectuado a maratona em SS, soube mesmo bem.

Acabei a maratona com um tempo de 7h45m.

Perante isto fiquei feliz e em estado de graça nos dias seguintes.

 

Só mesmo no final é que soube que os outros amigos de SS tinham ido para a frente acabando os três juntos com um tempo espectacular de 6h32m.

 

Conclusão:

Fiquei cliente, maratonas agora só de SS...  :)

 

Ver fotos em:http://fotos.sapo.pt/abrasar/gallery/

 

Quando me iniciei numa BTT SS, ver artigo AQUI.

publicado por Abrasar às 11:16
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Sábado, 17 DE Fevereiro DE 2007

A saga da Estafet@ vai na 38ª Etapa.

A Estafeta (Estafet@ ou E@) consiste basicamente no transporte e passagem de um testemunho constituído por uma bandeira de Portugal acompanhada por uma corrente de bicicleta. Quem faz as diversas etapas são amigos que se conhecem através da lista Velocipédia (V@) e que tem a mesma paixão, movimentar bicicletas. O Pai da iniciativa, Pedro Brites idealizou que as etapas deviam ser o mais directas possíveis e deviam de privilegiar os caminhos de todo o terreno, na passagem do testemunho deve-se acrescentar um elo à corrente de bicicleta marcando assim o nº de etapas já feitas.
 
A corrente da E@ já exerce uma certa magia pelo poder de conseguir cativar a vontade de todos nós da V@ de a receber nas mãos. Mas depois de a ter, o peso da consciência de a libertar o mais depressa possível começa a pesar. A corrente parece ter vontade própria, pede por liberdade de se mover para outra terra, sente-se que não pertence a ninguém, reclama para si a soberania de um património de todos nós e quantos mais elos tem, mais poderosa fica...
Eu já me livrei dessa responsabilidade, com gosto já a passei para outro amigo...
Para aumentar mais ainda esse poder, juntei-lhe um elo de corrente para mim bastante simbólico. Quando praticava ciclismo de estrada comprei uma corrente amarela da marca sedis ” fabricada em Portugal, eram as melhores correntes na altura, como é normal sobram alguns elos, foi um desses que cravei... Por conseguinte se a corrente desaparecer ficarei bastante... Zangado...
 
Mas além do elo, cravou-se à história da E@ mais uma etapa, para mim admirável pelo numero de participantes. Mesmo com tempo de Inverno rigoroso, trinta pessoas disseram presente, entre o grupo uma senhora, os jovens do BTT Matosinhos um sénior de 69 anos, todos unidos com vontade de pedalar... Isto só pode ser explicado pelo poder da corrente... Com grupo assim só vem aumentar ainda mais o peso da responsabilidade sobre o seu guardião temporário... Até quando continuará esta saga que dura desde o ano 2001?
 
O dia da 38ª Etapa.
 
Saí de casa às 08h45 acompanhado provavelmente com o mais novo e motivado ciclista do dia, o meu filho de nove anos. Bem, enganei-me quanto à motivação, nesse dia chuvoso, com vento, neblina onde só apetece ficar debaixo dos lençóis ... Passados poucos minutos depois da hora marcada estava eu a mostrar o testemunho e a tirar fotografias a um grupo de... Trinta pessoas!!
Fiquei um bocado atrapalhado, pois devido ao tempo estava a pensar ir quase sozinho com o meu filho, não tinha mais ninguém para ajudar a levar o grupo pelos caminhos que só eu conhecia e alguns o meu filho. Se estivesse bom tempo o numero saltava provavelmente para o dobro!?
Mas o grupo era divertido e de luxo com dois moderadores da V@ os Jorges Rocha e Moniz o carismático casal K2 com o Miguel Sampaio a oferecer abraços e queijos da serra, neste caso substituídos fisicamente por frutos secos, o sénior Ximbra de 69 anos a fazer equipa com o meu filho de 9, o Prof. Augusto repórter X Sousa atento em registar digitalmente todos os pormenores e muitos, muitos amigos conhecidos da V@ e outros tantos não conhecidos mas na mesma bem vindos, onde se explicou um pouco em breves palavras a história da E@
E assim este pelotão sempre unido (felizmente, ufa... consegui não perder ninguém, esteve quase mas... correu tudo bem) percorreu um percurso desde a estação do metro de Vilar do Pinheiro até ao Mosteiro de Stª Clara em Vila do Conde, na maioria por caminhos de terra com muita lama, onde se pode apreciar uma paisagem rural, mas a perder terreno para a do betão das construções essencialmente de utilização no Verão. Infelizmente também passamos por caminhos cheios de lixo a servir de exemplo do mau civismo de alguns Portugueses. Com exemplos destes frustra-se as já poucas perspectivas de bom turismo, pelos menos para quem como nós procura o turismo activo de natureza e que afinal parece ser o futuro. Por fim atravessamos a Reserva Ornitológica de Mindelo que felizmente parece caminhar para paisagem protegida e logo de seguida o rio Ave com o Mosteiro de Stª Clara a servir de referência. O Jorge Maia (o próximo guardião da corrente) já estava à nossa espera. Com alívio lá lhe passei o testemunho, com as cerimónias e honras de costume na arte artesanal de cravar um elo na corrente da E@ e com mais uma reunião do grupo para a fotografia.
Dever e missão cumprida... Ufa, para a próxima serei apenas participante...
 
O regresso foi à vontade de cada um, eu e mais meia dúzia de amigos optamos por fazer nas calmas umas estradas secundárias, outros pela EN13 , quem era de Famalicão seguiu o seu caminho e outros optaram mesmo ir rapidinho para chegar a tempo do arroz de marisco, entre eles o avô Ximbra que nunca mais lhe vi a roda traseira...

 

Fotografias:  Abrasar Albuns e Miguel Sampaio.

Relato e fotografias do:  Prof. Augusto Sousa (Repórter X).

Blog do Pedro Brites: http://pedalandoporai.blogspot.com/

Blog da Estafeta: http://estafetavelocipedia.blogspot.com/

Site da Velocipédia: http://www.asespedal.net/velocipedia/

 Percurso GPS em ficheiro "gtm".

 

publicado por Abrasar às 16:47
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