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ABRASAR

As crianças praticam desporto pelo prazer e pela satisfação que lhes proporciona e o ganhar é apenas uma parte da sua motivação. Nunca ralhem com os jovens por cometerem erros ou por perderem uma competição. "Treino de Jovens"

As crianças praticam desporto pelo prazer e pela satisfação que lhes proporciona e o ganhar é apenas uma parte da sua motivação. Nunca ralhem com os jovens por cometerem erros ou por perderem uma competição. "Treino de Jovens"

A paixão da roda fina que anda na terra, Focus Mares CX.

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O ciclocrosse reapareceu em Portugal quando a Ana Santos era infantil, para ela e para os amigos foi o máximo 

26231328_1895579397150792_7654984238976900500_n.jpdescobrirem um ciclismo de rodas fininhas que andava na terra, onde por vezes se levava a bicicleta às costas e se patinava na lama e na areia. Na altura a vontade de passar a juvenil era grande quando a UVP-FPC permitiu a participação destes jovens nas provas oficiais, foram duas épocas felizes a correr lado a lado com os meninos.

Em cadete a Ana acabou por ganhar o conjunto de duas Taças de Portugal e duas vezes se consagrou vice campeã em lutas muito renhidas e disputadas até ao último metro da meta com a sua amiga adversária Daniela Campos.

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Teve também nos anos de cadete uma experiência muito positiva em três provas no campeonato da Galiza. Na primeira ficou entusiasmada com o ambiente dos espanhois e com a quantidade de meninas cadetes a participar, tendo ficado em segundo lugar e em primeiro lugar na segunda e terceira prova.

Mas foi em Portugal como cadete que diz ter feito a melhor prova de ciclocrosse e de que mais gostou até agora. O ciclocrosse internacional realizado a 21 de Janeiro em Ermesinde foi realmente palco de um saudável e espectacular duelo Ibérico entre a Ana Santos e a Maria Parajon campeã nacional de Espanha de ciclocrosse. A prova das duas cadetes galvanizou as atenções do publico presente, com um final de escassos segundos de vantagem para a campeã de Espanha e num abraço logo a seguir à meta entre as duas atletas como grande reconhecimento desportivo de ambas.

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A procura e a existência de mercado em Portugal de bicicletas de ciclocrosse foi sempre muito fraco, muito por motivo do ciclocrosse ter sido esquecido em Portugal. Mas a verdade é que todas as grande marcas tem no seu catálogo bicicletas de ciclocrosse.

Neste fraco mercado nacional a bicicleta de ciclocrosse da Ana foi a possível que ela pode ter. Uma montagem caseira de um quadro de BTT, com forqueta rígida de alumínio e uma mistura de equipamento de estrada com o de BTT, tendo posteriormente uma excelente melhoria com as rodas NewRace da Raiz Aventura.

Sabiam que a Focus-Bikes por um exemplo é uma marca que se destaca na europa pela qualidade das suas máquinas de ciclocrosse? Em Portugal a Focus-Bikes tem aos poucos conquistado também alguns adeptos por estas versáteis bicicletas, que podem fazer competições de ciclocrosse, grand-found´s, cicloturismo, gravel, de fácil manutenção e muito fiáveis.

E com isto ficaram curiosos por conhecer estas bicicletas e o ciclocrosse? Estejam atentos por conseguinte ao calendário das provas de ciclocrosse e em particular às corridas da Ana Santos. Felizmente a evolução se vai fazendo e de uma montagem caseira, com uma grande ajuda da sua equipa União Ciclista de Vila do Conde, o "salto" vai agora para uma bicicleta de série da marca Focus. Será uma da família da Focus Mares CX que vai conhecer a agressividade das curvas que a Ana Santos faz na condução do ciclocrosse. Será que vai estar ao nível da atleta? Acreditamos que sim, ela já experimentou e só lhe saiu comentários do tipo: Uau... Ui... nem sinto o paralelo!!! isto não tem nada a ver... passei por areia? Qual areia?...

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Mais informação sobre a Focus Mares da Ana Santos em: http://focusbikesportugal.pt/product/mares-105-2/

Assistência especializada Focus, Biciadus Bike Store.

A justificação dos que andam a feijões.

Não é a minha maneira de ser, mas hoje vou dar uma opinião incisiva sobre as notícias de doping no Ciclismo.
 
O ciclismo, como podem consultar no link AQUI da ADoP, embora seja um grupo de risco extremo não é propriamente o primeiro ou a principal modalidade que tem os maiores números de controlo de dopagem e nisto a ADoP segue por exemplo um critério entre vários, como por exemplo o historial de violação às normas antidopagem.
Cingindo-me em particular ao BTT, então acredito que esta vertente do ciclismo baixava bastantes níveis nessa lista de controle.
 
Mas as notícias negativas de doping sobre ciclismo saem em catapulta principalmente em jornais de futebol, porque será? Quando o próprio futebol está bem posicionado nessa lista negativa. ;)
 
Mas entre os nossos pares as discussões são inflamadas e de ódio mesmo... Começo a ter a impressão que existem muitos mais frustados nos nossos pares ditos limpos do que propriamente os que optam infelizmente por se doparem, pois não é difícil de encontrar as justificações do tipo de não conseguirem ganhar nada ou terem bons resultados porque andam a feijões...
 
Chamo a isto de alimentar estas discussões o de dar um tiro no pé. Pois inflama e aumenta a fama na opinião publica de que os gajos do ciclismo são todos uns dopados até mesmo aqueles que andam a feijões...
 
Esses que andam a feijões vão agora pedir um apoiozinho ali ao café da terra. Podem ter sorte ou então levar logo com a resposta... : " eu não dou nada a drogados..." :/
 
Conselho: Querem competição andar mais, treinem, querem apenas divertirem-se ou adquirir saúde, façam-no sejam felizes. Promovam o BTT, irradiem opiniões favoráveis sobre o nosso desporto, apoiem os nossos atletas que bem representem a modalidade da nossa paixão, vibrem com as suas conquistas.
Se por ventura algum dos nossos ídolos cair na desgraça do doping, tenham uma atitude assertiva a favor do nosso desporto em geral. Não vamos crucificar toda uma modalidade quando está cheia de talentos e que acabam por não terem a sua oportunidade e os apoios devidos por se ter criado esta fama injusta. Deixem a justiça fazer a sua função que nestes casos funciona implacavelmente e é dura.
 

Distribuição das modalidades desportivas por grupos de risco.

 

Meninas no ciclismo de competição.

"No desporto não há diferenças de género entre meninas e meninos até aos doze anos.", disse uma vez uma professora de educação física que admiro num dos treinos de desporto escolar.

 

Na minha prática como treinador só posso confirmar isso mesmo e concordar. No ciclismo há as classes de escolas de ciclismo com as meninas a competir desportivamente em igualdade de circunstâncias com os meninos desde os seis anos, idade mínima admitida no ciclismo, até aos catorze anos. 

Embora no final tenham pódios separados em termos de pontuação para a geral da equipa os seus pontos conquistados são considerados, o que as leva a fazerem interessantes e motivantes lutas desportivas para ganharem a geral da prova, acontecendo isso mesmo com algumas meninas a ganharam a todos os meninos.

 

Em juvenis com treze, catorze anos já passam a ser raparigas que em termos de maturidade estão mais avançadas que os rapazes contudo em constituição física a diferença para os rapazes é já muito evidente com estes últimos a ganharem substancialmente mais massa muscular. Apesar de tudo elas continuam aguerridas se assim forem motivadas e não socialmente e erradamente na minha opinião "protegidas" por serem meninas ou "senhorinhas", com conselhos de adultos para não se esforçarem muito.

 

É importante para o desporto feminino futuro as meninas, raparigas, e jovens competirem e treinarem com os rapazes que andem bem, que atinjam também os seus limites físicos, pois só assim vão evoluir e conseguir quiçá competir de igual para igual com futuras adversárias estrangeiras... Pois sabe-se que é isso que acontece nas nações europeias mais fortes no ciclismo...

 

E a provar esta minha prosa toda, está na primeira imagem abaixo a minha pequena Ana Santos assim com mais meninas (poucas) na linha da frente prontas para farem a sua última prova de juvenis de igual para igual com os rapazes em Proselo - Arcos de Valdevez, realizada hoje dia 9 de Outubro...

E já "bateu" saudades na Ana... Agora já na próxima prova se tudo correr bem no ciclocrosse subirá à categoria de Cadete. Nunca mais vai competir de igual com os ... "meninos"...

Ela sabe isso e sente já alguma nostalgia, foram muitos anos, pois entrou para este ciclismo com sete aninhos e desde essa altura foram muitas alegrias, tristezas, derrotas, vitórias individuais, algumas gerais e pelo meio em infantil com um acidente grave que a atirou para o hospital durante nove noites, mas agora com uma certeza ficou e fiquei também, foram os "meninos" que a ajudaram e muito a evoluir neste ciclismo.

Agora os amigos da sua idade, mais fortes, vão também entrar numa fase mais competitiva, uns mais preparados do que outros vão fazer provas com mais voltas sem meninas, talvez eles, também vão sentir saudades do tempo de juvenis com algumas meninas a lhes "morder" as rodas de trás... Mas é assim a vida, são os nossos jovens a crescer na corrida para a idade adulta.

 

Boa sorte e boas entradas para todos agora que mudam de categoria e acima de tudo o meu conselho é que continuem a fazer o vosso desporto sempre por paixão, nunca por obrigação, não se deixem pressionar por resultados, façam amigos nos adversários que afinal partilham o mesmo gosto pelo ciclismo, tentem sempre tirar algum divertimento e que o ciclismo seja também uma forma de ajuda e de escape para ultrapassar uma ou mais situações complicadas que possam acontecer na vida, só assim faz sentido continuar no ciclismo.

Abraço para todos. 

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O simbolismo de um pódio.

 Os pódios são apenas uma consagração de uma competição e uma forma simplificada de enaltecer e respeitar a grandeza de uma modalidade e categoria.

Neste sentido há que dedicar o pódio a todos participantes, que também de certeza se esforçaram ao máximo contribuindo assim ainda mais para valorizar o pódio e o espectáculo do desporto em causa.

Uma boa cultura desportiva é neste contexto os melhores e os seus representantes, seus simpatizantes e público em geral agradecerem a participação de todos até ao último atleta por dignificarem o desporto com a sua presença.

Por uma boa cultura desportiva vamos aplaudir o esforço de todos até ao último atleta. Parabéns a todos os atletas que entram na competição. 

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Vila do Conde Peneda Gerês Extreme e a minha participação.

Vila do Conde Peneda-Gerês Extreme (VCPGE) é um evento de ciclismo de todo o terreno realizado em Agosto, disputado por duplas de equipas masculinas, femininas, mistas e que ocupa três dias de competição. Na  sexta-feira realiza-se um prólogo em contra relógio  ao fim do dia por um circuito fechado e devidamente sinalizado a rondar os 4km e nos dois dias seguintes, sábado e Domingo duas etapas em linha com ida até localidades situadas na zona Parque Peneda-Gerês e regresso a Vila do Conde. As dificuldades são as distâncias de cada uma das etapas acima dos 100 km e as altimetrias acumuladas, daí o justo nome final de "Extreme".

Este ano o evento foi realizado nos passados dias 7,8 e 9 de Agosto e é a sua segunda edição. Para mim desde a primeira edição nem sequer coloquei o participar como atleta, da experiência e conhecimento que tenho vi logo que para a preparação que tenho, seria um  grande sacrifício com o risco até de não completar o desafio.

Contudo a paixão que tenho pelo ciclismo do todo o terreno faz com que esteja envolvido no meio e o fazer parte da organização é para mim também motivante. Tenho consciência que este gosto se alarga a mais amigos. O conhecimento do ciclismo e da sua prática move-nos na organização de eventos com o gosto de partilhar com outros aquilo de que gostariamos de fazer como participantes.

Neste contexto depois da primeira edição, quando me perguntaram:

- Então, vais participar no VCPGE 2015?

- Vou sim... Mas não como atleta... 

 

 Foi assim que me juntei a uma enorme equipa de Staff onde não existem chefes porque todos sabem o que tem a fazer, onde não existem ordens mas sim orientações e planeamento de missões sempre num ambiente de felicidade, camaradagem, entreajuda e com um grande poder de ultrapassar todas as dificuldades e contratempos que apareciam. O Staff vivia intensamente o objectivo de construir no terreno o projecto desportivo de forma apaixonante pensado há muito tempo e com muito trabalho nos meses anteriores.

 A minha participação neste VCPGE começou logo na quinta-feira e foi um nunca mais parar, e se os atletas tinham o seu tempo de descanso e recuperação as diversas equipas de Satff só acabavam no avançar da noite para recomeçar logo cedo no dia seguinte. Dias vividos intensamente na montagem e desmontagem dos meios logisticos e apoios aos atletas, no controlo dos mesmos e pelo meio ainda na missão como "Bicicleta Vassoura" na última parte da Etapa 1 desde Braga até Arcos de Valdevez, onde confirmei a realidade da dificuldade física deste evento mas também de paisagens e caminhos históricos de beleza extrema...

Perguntam-me no fim a opinião e eu continuo a dizer que para o evento ter a marca de Extreme, tem de continuar assim com a dificuldade apresentada, para mim para já participar como atleta continua a não me cativar... Mas fazer parte das equipas do Satff, sim estou pronto, para a próxima edição 2016 contem comigo e se possível tudo farei para estar ainda mais envolvido.

 

 

 

 

 

 

 

Desportivismo no BTT entre jovens.

Quando vejo as provas da UCI MOUNTAIN BIKE WORLD CUP, reparo e fico deveras entusiasmado por ver como a maioria dos primeiros atletas celebram a sua chegada à meta, a envolvência do publico é extraordinária aplaudindo todos os que chegam.

No final apesar do cansaço os atletas, independentemente da luta desportiva, cumprimentam-se como grandes amigos.

Nós por cá ainda estamos longe dessa cultura desportiva, contudo no BTT já se vai encontrando algum companheirismo entre atletas e também exemplos de desportivismo.

E um exemplo disso mesmo esteve presente numa recente prova concelhia na Maia, entre jovens atletas femininas e felizmente registada numa foto publicada no álbum da Equipa de Ciclismo Maiatos/Reabnorte ...

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Com este exemplo pais e treinadores só podem estar orgulhosos e contentes por verificarem que a mensagem de desportivismo saudável está a ser bem passada. Parabéns às jovens e obrigado ao fotografo pelo belo registo.

Férias de Verão engordam as crianças...

 

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Numa altura do ano em que o corpo consome mais energia no seu arrefecimento por motivo do calor e de dias maiores para andar ao ar livre, poderia ser uma excelente oportunidade para crianças pré-obesas e obesas de perder peso, admirávelmente vários estudos comprovam que acontece o contrário! 

 E conhecendo a realidade concordo que fazem sentido esses estudos, pois acredito que os pais também vão reconhecer e compreender alguns factores responsáveis por este aumento de peso e que passo a especificar:

 

  • Alteração da rotina diária, que implica com frequência maiores tempos de repouso, acesso à televisão e jogos de computador.
  • Inexistência de programas de atividade física com os familiares ou amigos, assim como a quebra da atividade realizada diariamente na escola ou extra-escolar.
  • Os avós ou outros familiares disponibilizam sem querer, alimentos que estão restringidos na maior parte do ano, como gelados, sobremesas, doces, bolos.
  • Os avós que ficam com o cuidado dos netos nos dias de férias tendem a querer mimar os mesmos e não cumprem as regras que os pais seguem, aconselhados pelos médicos. Muitos não têm noção do que é a obesidade infantil, porque sempre ouviram falar de passar fome, não de excesso de peso.
  • Também os jovens que ficam em casa nas férias tem o acesso facilitado à comida em casa, muitas vezes de elevado valor energético ( como bolachas, barritas energéticas, chocolates ou refrigerantes com excesso de açúcar), nas pausas de atividades pouco exigentes fisicamente.

 Completando este artigo faz sentido rever o vídeo da "apcoi-Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil", que apesar de ser de 2011 resume ainda a realidade actual dos habitos da nossa sociedade.

 

Escolas de ciclismo qual a função, formar campeões ou ensinar?

Costumo dizer que qualquer jovem que pratique desporto é já um campeão, valorizar a sua participação em detrimento do resultado desportivo é um dever de todos os adultos envolvidos na sua formação não só como pequenos atletas mas também como futuros adultos que vão ser.

 

Logo uma escola de ciclismo nunca na minha opinião poderá ter como função de formar campeões desportivos, mas sim o de ensinar, educar, e fazer com que os jovens aprendam a modalidade desportiva de que gostam, respeitando todos os intervenientes e acima de tudo fazer compreender que dentro da competição há os adversários mas que devem ser amigos fora da mesma.

 

No meio disto tudo há os Pais que tem um papel relevante no contributo para criar um ambiente agradável de prática desportiva. Contudo existem outros Pais e acredito que mesmo sem ser intencionalmente gerem ambiente de tensão, que pode favorecer a violência no desporto. Pais estes focalizados nos resultados desportivos, na minha opinião resultados virtuais que fácilmente se dissipam na natural evolução de maturidade dos jovens.

 

Vejam por exemplo um facto que costuma originar constantemente grandes tensões e discussões entre adultos nas partidas dos jovens. Digam-me se vale a pena reclamar que por algum erro e do nosso ponto de vista, o nosso filho não partiu na frente da corrida e foi prejudicado porque foi atrasado por atletas mais lentos...

 

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Agora pergunto a esses Pais o que será mais importante, educar e treinar o jovem a saber se posicionar e conseguir passar rápidamente atletas lentos logo na partida e ganhar assim posições ou não passar por esta lição e ter sempre a vida mais facilitada e partir sempre na primeira fila conseguindo assim a vitória dos primeiros lugares? Não será esta última situação uma realidade virtual que no futuro como atleta não vai encontrar de certeza?

 

Vejam o relato no facebook do Ricardo Marinheiro da sua participação nesta última etapa da taça do mundo, que passo a transcrever aqui uma parte e que podem na totalidade ler AQUI .

 

"Partir lá de trás é como entrar no ringue do "vale tudo" contra 100 tipos. Umas vezes safas-te sem riscos, outras não. A luta e busca por mais pontos UCI que melhore o ranking para uma partida um pouco mais na frente nas taças do Mundo continua..."

 

"O que aprendi com a experiência prática das duas situações é que é bem mais fácil e menos duro vencer uma taça do mundo partindo na frente, que tentar saltar de 100 para pelo menos lugar 40, onde não se é dobrado numa prova como Albstad,..."

 

"Faz parte. Já estive nesta luta mais que uma vez e saberei vencê-la com o tempo e persistência, procurando agora aumentar mais os pontos no ranking mundial para uma partida mais na frente que permite uma tática bem diferente de corrida..."

 

Não será preferível fazer passar os nossos pequenos campeões pelas dificuldades reais afim de aprenderem, do que lhes facilitar partidas mais fáceis com o objectivo do resultado desportivo?

 

Como treinador, e os pequenos atletas sabem que assim faço, treino constantemente as partidas sempre na situação mais difícil. É assim que deve ser uma escola de ciclismo, assim como também os encontros de competição sempre um universo de aprendizagem da modalidade sempre conjugada com prática e valorização da ética desportiva.

 

Para os Pais façam um teste e vejam de que tipo são:

-Pais que gritam muito.

-Pais que apoiam em excesso.

-Pais treinadores.

-Pais que gostam de ter sido atletas.

-Pais que não ligam nenhuma.

-Pais 5 estrelas.

Consultem o site da UVP-FPC e vejam o resultado para verem em que grupo se enquadram. Clicar AQUI.

Treinar por sensações, válido ou não?

Como treinador, tenho tentado ensinar e mentalizar os atletas que é muito importante conhecer e saber "ler" as sensações do nosso corpo para se treinar. Tenho atletas e principalmente jovens a partir de cadetes, que se lhes passar treino com níveis de pulsação para cumprir... para eles é... "grupo"... vai, vai, treinador "manga de alpaca" e teórico, pois eu o que queria é que estivesses no terreno e levar uma grande coça de mim e ver como eu até ando muito bem...

 

Para jovens mais novos que cadetes (idades inferiores a 15 anos) na minha opinião ainda é mais e completamente descabido estar a "impingir" treinos escritos com níveis a cumprir como obrigação e quem o faz não tem de certeza conhecimentos minímos da pedagogia infantil/juvenil. Nestas idades é mais importante estar com eles no terreno e trabalhar para manter sempre a motivação intrínseca que tiram da diversão que tem em andar de bicicleta. Deve-se de fomentar o estarem juntos porque aprendem uns com os outros num espírito de grupo e através do jogo com orientação por um treinador que analisa a individualidade e com a ajuda do grupo de trabalho orienta a melhoria de cada um.

 

Contudo não me sendo possível acompanhar os atletas do clube em todos os treinos no terreno, é para estes atletas e que podem ou não ser jovens, e que precisam de alguma orientação que tenho um vocabulário mais acessível e compreensível a substituir os tais rigorosos e famosos níveis tão apregoados por alguns excelentes teóricos do rigoroso treino científico. Então passo a dizer o que costumo enviar para qualquer atleta onde aparelhos do tipo pulsómetro, potenciometro, ciclocomputador, etc são coisas que só servem para enfeitar:

 

Níveis de esforço por sensações:
N1 - suave - recuperação
N2 - médio - resistência aeróbica
N3 - forte - resistência de competição
N4 - intenso - ataques longos, subidas longas, xco, ...
N5 - máximo - partidas, recuperar posição após ataque de adversário...
N6 - crítico - partidas, sprints de ataque ou defesa (até se ver estrelinhas nos olhos)...

Com devem imaginar a partir daqui já é possível dar indicações do que se deve fazer para treinar.

 

Sempre disse e digo que o treino por sensações é também muito válido... Mas alguns olham para mim como se fosse:

- Olha este é mesmo daqueles dos Velhos do Restelo...

Pois bem eu até já há muito que aderi a todas as novas tecnologias disponíveis, pois a vontade de experimentar, conhecer e aprender para nos mantermos actualizados é fundamental na renhida e exigente competição deste desporto, e nunca subestimei qualquer conhecimento...

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Mas ... Acabo sempre por me zangar com toda a panóplia electrónica, nos momentos que estamos familarizados e dependentes dos seus serviços de repente e teimosamente deixam de funcionar, deixando-nos desesperados a pensar no estúpido investimento de euros que fizemos e que não correspondem na prática ao que desejamos e com a agravante que ficamos logo incomodados se for numa prova... e agora como faço?!?!
É por isso que cada vez mais sou adepto do guiador limpo que é igual a menos preocupações...

Bem, mas afinal a experiência de cada um e o andar por sensações é válido ou não... Admirávelmente fico contente por ler o post que Sr. Benjamim Carvalho escreveu no Facebook, que vai ao encontro da minha opinião geral e tirem as vossas conclusões.

 

A importância do treino na rapidez do gesto de pedalar.

Nas crianças é intuitivo se a bicicleta não tiver mudanças... Com uma unica roda livre as crianças de forma simples aprendem a desenvolver a velocidade gestual quando a bicicleta toma grande andamento numa descida, desenvolvem a força quando a mesma apanha uma pequena inclinação e se a subida for mais inclinada aprendem a desmontar da bicicleta e depois a montar, com o objectivo futuro de o fazerem em andamento... É claro que este treino só irá trazer resultados quando o criança for jovem atleta e mais tarde adulto... Mas infelizmente vejo constantemente pais iludidos com resultados imediatos a equiparem os seus filhos com bicicletas iguais para adultos... Há que ter a consciência de que as crianças NÃO são adultos em ponto pequeno... 

 

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