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ABRASAR

As crianças praticam desporto pelo prazer e pela satisfação que lhes proporciona e o ganhar é apenas uma parte da sua motivação. Nunca ralhem com os jovens por cometerem erros ou por perderem uma competição. "Treino de Jovens"

As crianças praticam desporto pelo prazer e pela satisfação que lhes proporciona e o ganhar é apenas uma parte da sua motivação. Nunca ralhem com os jovens por cometerem erros ou por perderem uma competição. "Treino de Jovens"

Aventura com uma BTT sem mudanças. (single-speed).

Já há algum tempo pensava fazer uma maratona numa BTT single-speed, (SS). Tinha escolhido a maratona do encontro Luso Galaico em Esposende para tal objectivo. Finalmente chegou o dia desejado (22 ABR 2007) e aparentemente estava calmo.

 

Esposende estava debaixo de um nevoeiro intenso…

Cheguei cedo e vi o “lufa lufa” dos preparativos pela organização para receber as centenas de ciclistas no largo das piscinas.

Sabia que tinha a presença de mais três amigos com bicicletas SS para os90 km(Pedro “Indy” Ribeiro, Filipe “ET” Silva e Francisco “Tico” Rocha). Mas enquanto não os via sentia-me um pouco como a publicidade da Coca-Cola com Sardinhas… Fora do contexto… Naquele ambiente de bicicletas com mudanças (multi-speed)…

Embora me sentisse com confiança, tinha algumas reservas se o andamento 32x16 (prato da roda pedaleira à frente com 32 dentes, pinhão ou roda dentada atrás na roda com 16 dentes), seria o mais aconselhável, tendo em conta o andamento 32x18, mais leve no esforço a subir dos outros amigos, que entretanto chegaram.

Quatro SS, no meio de um evento provavelmente com oito centenas de ciclistas, deve ter sido até à altura a primeira vez onde houve a maior concentração de SS´s… Comentávamos os quatro esta particularidade e juntos tiramos a fotografia para futura história. Apreciamos o engenho de cada um na construção das nossas máquinas SS e como seria de prever foram curtas as conversas sobre este assunto, estávamos há muito tempo preparados para partir… Por conseguinte o tempo foi ocupado a tomar café na esplanada mais próxima e a apreciar as preocupações e trabalhos de verificação dos nossos colegas nas suas multi-speed com suspensões…

 

Finalmente a partida, uma enorme mas interessante e alegre confusão que eu quis registar com uma filmagem. Com esta acção sem saber perdi-me dos outros amigos de SS, arranquei sempre na dúvida se estavam para trás ou para a minha frente…

 

E assim eu, o Ferramentas, lá fui no meu ritmo com o limitador do andamento 32x16 a percorrer sem dificuldades os primeiros quilómetros planos com alguns engarrafamentos e paragens pelo meio.

Encontrei alguns amigos, apanhei um que estava com dificuldade para encher o pneu tubless, valeu a minha bomba, e na derivação para os 45km estive a falar um pouco com outro e a tirar fotografias. Acompanhei durante muito tempo um grupo composto com senhoras que apesar de poucas andam muito bem e faziam sempre muito barulho, por vezes ouviam-se bem longe as suas vozes alegres... :)

Passaram muitos no início por mim, mas a partir dos 45km era como quem “matava tordos”, era só eu que ultrapassava…

As maiores subidas eram feitas a pé, mas raro era ver o ciclista que as fizesse sentado na bicicleta, para mim foi até uma surpresa ultrapassar os meus companheiros, só explico isso por motivo de arrastar menos peso. As descidas mais rápidas com muita pedra foram para mim uma das dificuldades que originavam dores por motivo da ausência de suspensões, era um alívio quando terminavam. A SS progredia bem nas pequenas elevações, tentava fazer uma boa leitura do terreno para dar o lanço conveniente e fazer a próxima elevação sem grande esforço. Esta acção só era mesmo cortada quando encontrava companheiros lentos nessas pequenas subidas, obrigando-me neste caso a desmontar… Mas sempre sem problemas, já estava mesmo confiante que chegava ao fim e bem.

O meu ego aumentou quando na última dificuldade  (no controlo 4)  estava um grande grupo de betetistas, alguém observou e bem alto comentou...

-Eh, pá!!!... Um homem de single-speed!!!... Mas que loucura sim senhor...

-Isso é promessa? (perguntaram).

-Não, é mesmo gosto, (disse eu) e lá continuei sem parar atacando a descida... :)

Tirei 35 fotografias pelo caminho, estive ainda a ver um acidente estranho depois da descida de S.Gonçalo com uma suspensão, no braço esquerdo, a tampa cedeu e saltaram os "miolos" todos para fora, deve ter sido uma sorte não acertarem na cara do dono, que estava completamente triste, a suspensão estava morta.

E lá continuei a ultrapassar muitos companheiros na parte final, até amigos que andavam muito bem, mas tinham ficado sem forças nestes últimos quilómetros. Curti bastante a última parte do percurso, o single trak assim como os caminhos a passarem por aquelas pontes celtas no rio Neiva foi fabuloso.

Ir até quase à foz do rio Neiva, percorrer os caminhos por entre as dunas de areia ver os campos de produtos hortícolas, com o vento fresco do mar a dar-me pelas costas e saber que estava já no final foi também uma sensação boa de objectivo bem cumprido, com a natureza a presentear com a sua paisagem e os seus cheiros…

Na meta tive a surpresa da claque familiar a fazer bastante ruído e com o pessoal da organização a comentar com reconhecimento e a dar frases de parabéns por ter efectuado a maratona em SS, soube mesmo bem.

Acabei a maratona com um tempo de 7h45m.

Perante isto fiquei feliz e em estado de graça nos dias seguintes.

 

Só mesmo no final é que soube que os outros amigos de SS tinham ido para a frente acabando os três juntos com um tempo espectacular de 6h32m.

 

Conclusão:

Fiquei cliente, maratonas agora só de SS...  :)

 

Ver fotos em:http://fotos.sapo.pt/abrasar/gallery/

 

Quando me iniciei numa BTT SS, ver artigo AQUI.

A saga da Estafet@ vai na 38ª Etapa.

A Estafeta (Estafet@ ou E@) consiste basicamente no transporte e passagem de um testemunho constituído por uma bandeira de Portugal acompanhada por uma corrente de bicicleta. Quem faz as diversas etapas são amigos que se conhecem através da lista Velocipédia (V@) e que tem a mesma paixão, movimentar bicicletas. O Pai da iniciativa, Pedro Brites idealizou que as etapas deviam ser o mais directas possíveis e deviam de privilegiar os caminhos de todo o terreno, na passagem do testemunho deve-se acrescentar um elo à corrente de bicicleta marcando assim o nº de etapas já feitas.
 
A corrente da E@ já exerce uma certa magia pelo poder de conseguir cativar a vontade de todos nós da V@ de a receber nas mãos. Mas depois de a ter, o peso da consciência de a libertar o mais depressa possível começa a pesar. A corrente parece ter vontade própria, pede por liberdade de se mover para outra terra, sente-se que não pertence a ninguém, reclama para si a soberania de um património de todos nós e quantos mais elos tem, mais poderosa fica...
Eu já me livrei dessa responsabilidade, com gosto já a passei para outro amigo...
Para aumentar mais ainda esse poder, juntei-lhe um elo de corrente para mim bastante simbólico. Quando praticava ciclismo de estrada comprei uma corrente amarela da marca sedis ” fabricada em Portugal, eram as melhores correntes na altura, como é normal sobram alguns elos, foi um desses que cravei... Por conseguinte se a corrente desaparecer ficarei bastante... Zangado...
 
Mas além do elo, cravou-se à história da E@ mais uma etapa, para mim admirável pelo numero de participantes. Mesmo com tempo de Inverno rigoroso, trinta pessoas disseram presente, entre o grupo uma senhora, os jovens do BTT Matosinhos um sénior de 69 anos, todos unidos com vontade de pedalar... Isto só pode ser explicado pelo poder da corrente... Com grupo assim só vem aumentar ainda mais o peso da responsabilidade sobre o seu guardião temporário... Até quando continuará esta saga que dura desde o ano 2001?
 
O dia da 38ª Etapa.
 
Saí de casa às 08h45 acompanhado provavelmente com o mais novo e motivado ciclista do dia, o meu filho de nove anos. Bem, enganei-me quanto à motivação, nesse dia chuvoso, com vento, neblina onde só apetece ficar debaixo dos lençóis ... Passados poucos minutos depois da hora marcada estava eu a mostrar o testemunho e a tirar fotografias a um grupo de... Trinta pessoas!!
Fiquei um bocado atrapalhado, pois devido ao tempo estava a pensar ir quase sozinho com o meu filho, não tinha mais ninguém para ajudar a levar o grupo pelos caminhos que só eu conhecia e alguns o meu filho. Se estivesse bom tempo o numero saltava provavelmente para o dobro!?
Mas o grupo era divertido e de luxo com dois moderadores da V@ os Jorges Rocha e Moniz o carismático casal K2 com o Miguel Sampaio a oferecer abraços e queijos da serra, neste caso substituídos fisicamente por frutos secos, o sénior Ximbra de 69 anos a fazer equipa com o meu filho de 9, o Prof. Augusto repórter X Sousa atento em registar digitalmente todos os pormenores e muitos, muitos amigos conhecidos da V@ e outros tantos não conhecidos mas na mesma bem vindos, onde se explicou um pouco em breves palavras a história da E@
E assim este pelotão sempre unido (felizmente, ufa... consegui não perder ninguém, esteve quase mas... correu tudo bem) percorreu um percurso desde a estação do metro de Vilar do Pinheiro até ao Mosteiro de Stª Clara em Vila do Conde, na maioria por caminhos de terra com muita lama, onde se pode apreciar uma paisagem rural, mas a perder terreno para a do betão das construções essencialmente de utilização no Verão. Infelizmente também passamos por caminhos cheios de lixo a servir de exemplo do mau civismo de alguns Portugueses. Com exemplos destes frustra-se as já poucas perspectivas de bom turismo, pelos menos para quem como nós procura o turismo activo de natureza e que afinal parece ser o futuro. Por fim atravessamos a Reserva Ornitológica de Mindelo que felizmente parece caminhar para paisagem protegida e logo de seguida o rio Ave com o Mosteiro de Stª Clara a servir de referência. O Jorge Maia (o próximo guardião da corrente) já estava à nossa espera. Com alívio lá lhe passei o testemunho, com as cerimónias e honras de costume na arte artesanal de cravar um elo na corrente da E@ e com mais uma reunião do grupo para a fotografia.
Dever e missão cumprida... Ufa, para a próxima serei apenas participante...
 
O regresso foi à vontade de cada um, eu e mais meia dúzia de amigos optamos por fazer nas calmas umas estradas secundárias, outros pela EN13 , quem era de Famalicão seguiu o seu caminho e outros optaram mesmo ir rapidinho para chegar a tempo do arroz de marisco, entre eles o avô Ximbra que nunca mais lhe vi a roda traseira...

 

Fotografias:  Abrasar Albuns e Miguel Sampaio.

Relato e fotografias do:  Prof. Augusto Sousa (Repórter X).

Blog do Pedro Brites: http://pedalandoporai.blogspot.com/

Blog da Estafeta: http://estafetavelocipedia.blogspot.com/

Site da Velocipédia: http://www.asespedal.net/velocipedia/

 Percurso GPS em ficheiro "gtm".

 

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